Descolados MTV

Mais uma tentativa da MTV Brasil de produção audiovisual. Devo dizer que bem sucedida. Indo ao ar desde 14/07, terça passada, às 23:30h, é uma série sobre jovens, na faixa dos 20 e poucos anos, recém formados, batalhando pra sair da casa dos pais e viver a vida, ou melhor, fazer a vida acontecer. Com formato de 30 min, a série está prevista pra ter 13 capítulos inicialmente e sai com recursos da Ancine e da lei do Audiovisual. A produção é da Mixer, que produz o Mothern da GNT e foi todo feito em HD.

Tinha visto os comerciais anunciando a estréia, mas confesso que só vi na reprise à 1h15min da manhã de sábado. E meio sem querer. Gostei do que vi. A série é feita em alta definição, logo, usa muitos filtros pra dar um ar mais moderno e joga muito com a luz; que pra mim é o mais interessante na filmagem. Alguns movimentos de câmera são bons, dando a sensação que o espectador acompanha o personagem, e dão bem o clima do ambiente ou do que os personagens tão sentindo na cena.

A forma como os personagens se juntam é feita de forma incidental e bem plausível. Eles não são amigos, mas o acaso juntam os jovens que logo descobrem infortúnios em comum e vêem que a lábia e o jeitinho do grupo pode ser uma ajuda para superar os obstáculos da nova vida. Os atores são todos desconhecidos, o que ajuda na identificação com suas histórias.

Bem produzido, ótima câmera e captura da luz, atuações condizentes com a produção. Talvez o horário seja um tanto ruim, mas se atéo o merchand da Skol n é forçado, acho que vai dar certo sim. Vale a pena conferir!

Parte um:

Parte dois:

Parte três:

Harry Potter and The Half blood Prince

Como boa fã da série que sou, fui ver o sexto longa dessa que, pra mim, é um dos maiores fenômenos de venda de livros e que fez com que toda uma geração fosse aficcionada por leitura. Gosto de ver jovens tão ávidos assim por um livro… E esperemos que venham os Marotos por aí. Mas falemos do filme.

Baseado no livro de J.K. Rowlling, O Enígma do Principe tem todas as grandes partes do livro e consegue manter uma fluidez razoável, apesar de alguns momentos estranhos e outros personagens sem muita proposta. Estes acredita-se que sejam explicados e explorados nos próximos dois, que contarão o final da saga. Mesmo sabendo que não tenho um olhar tão isento assim, consigo superar certas frustrações e ver que o filme, dentro das possibilidades de tempo, foi bem construído. E tem um tom realmente mais melancólico, dramático e pesado.

Remoendo [não tanto assim] a morte do padrinho, Harry é mostrado lidando com a vida adolescente, no auge de seus 16 anos. Mas não é isso que impressiona. É o tom de cinza que a fotografia carrega, exceto talvez na cena (que eu senti falta do lema “Weasley is our King!”) do final do jogo de quadribol. A sala comunal da Grifinória tem sempre o tom vermelho e dourado de sua bandeira, mostrando que é ali que Harry se sente em casa, em paz e protegido, acima de tudo. O cinza e os tons de sépia, mesclados ao cinza predominam na fotografia, seja por escolha de cenário e figurino, seja por filtros nas lentes. Cinzento, sombrio, o filme mostra que há sempre uma ameaça à espreita.

A cena inicial é um espetáculo à parte. O símbolo da Warner, preso ao Fog habitual de Londres, mas que parece mais denso, quase sólido. Não há a clássica música tema, apenas um fundo incidental. Mostra o mundo dos trouxas sendo invadido por comensais. A ponte que se parte (apesar de não vermos nenhuma morte no filme) e o tom ainda mais cinzento no céu de Londres dão o tom da narrativa até o final. Pra não deprimir a audiência, temos a talvez mais brilhante atuação do Rupert Grint dentro da série. Ele conseguiu fazer com que Rony, neste filme, não fosse apenas um suporte ao Harry, mas teve destaque, fazendo momentos hilários e verdadeiros.

Aliás, a atuação do trio merece ser elogiada aqui. Emma Watson, apesar de sair de conselheira de Harry (e entre fãs haver uam suspeita de que a Warner gostaria de tornar os dois um casal), aparece nesse filme também quebrando um pouco da tensão, dando um ar mais humano aos problemas de Harry e aos seus próprios, menos “sabe-tudo” que no livro. Uma pena termos ficado sem a frase “Ronald, vc é o legume mais insensível que existe!” Radclif, de um garotinho estranho, passou a atuar. E bem. Falta alguma verdade em algumas das falas, mas ele funciona muito bem com o Richard Gambom (meio Gandalf o Dumbledore desse filme) e com os outros dois principais. Foi muito bom ver Alan Rickman aparecendo e mostrando pq é um dos melhores atores britânicos em atividade. Sensacional ver o seu Snape frio, calculista, mas com emoções perdidas. Alguns spoilers em suas atuações e interações com Gambom, mas funcionou muito bem na trama.

Alguns personagens ficam perdidos ou têm sua história trocada. O lobisomem que transformou Lupin não aparece como tal, e fica fazendo apenas figuração. Outro momento em que falta ação é no final, os acontecimentos na Torre do Castelo. Aparecem alguns personagens, que não são apresentados e que ficam lá de figurantes, sem muita serventia a história.

Perdemos o funeral de Dumbledore, mas esse filme consegue, bem, preparar os ânimos e funciona mesmo como uma abertura para a trilogia final de Harry Potter.

Livre, afinal!

Finalmente esse semestre letivo acabou. Presa em três produções diferentes, duas delas com dupla carga pois valiam nota, e graças a Deus bem sucedidas, não sei bem como sobrevivi ao semestre, mas bem que a balança indica que foi puxado. Os trabalhos com a pesquisa do TCC ficaram um pouco de lado, mas até que avançaram graças às aulas na pós. E a obrigatoriedade de desenvolver o projeto de pesquisa. Ufa!

Nesse meio tempo, algumas coisas foram me chamando atenção na rede e são possibilidades para esse blog. Os vídeos e animações sempre me interessaram, como expectadora e não como crítica. MAS, devido a uma matéria que fiz esse semestre, pode ser que alguns filmes e vídeos entrem aqui com resenhas curtas sim, com a tag vídeos. Aliás, arrumar a bagunça que é as minhas tags é uma das resoluções dessa semana de [pseudo] férias. Outra coisa que notei é que tem muito sobre maquiagem na web, mas pouco sobre pele negra. E no Brasil é difícl de achar bons materias para esses tons de pele, que são muitos e Às vezes uma cor só de base ou de corretivo n funciona. Outros assuntos também me interessam, afinal, manter uma salada cultural é a idéia do blog desde o começo. (Não consigo me livrar de alguns acentos…)

Então, algumas reformulações vão rolar por aqui, o layout é uma delas, tou trabalhando num novo, próprio e com o que eu imagino que seja a cara do blog. Tudo isso pq a web se tornou O lugar de definir carreiras, procurar empregos, ver tendências de moda, estilo, de compras, de moradia… E como o meu curso de graduação me deu muitas portas e possibilidades, vou tentar explorá-las aqui.

Até a próxima, com um provável post sobre esmaltes e a pele negra, com direito a fotinhos da minha [horrível e ressecada] mão!

Banho em bebês

Sei que essa não é, em tese, a proposta do blog. Mas vi no Mais Você essa reportagem, com uma alternativa de banho pra bebês menos traumático e não resisti. É bem legal ver como eles ficam calmos e os pais menos preocupados do bebê afogar.

Partly Cloudy, último curta da Pixar.

Como tenho postado aqui, adoro animações. Curta, média ou longa, acho que elas são capazes que transmitir partes da história, mostrar partes mais fantásticas e mágicas que filmes live-action. E os filmes da Pixar são muito premiados pela qualidade das histórias e da técnica. Esse, “Parcialmente Nublado”, me fez até chorar. Uma boa história sobre amizade.

Nova linha de Makeup Ocimar Versolato

Atrasadinha, eu sei. O lançamento da linha foi dia 07 de maio, em Sampa. Só li hoje no Dia de Beauté e corri no site pra dar uma olhadinha… fiquei louca!!! A linha é enorme, cheia de produtoa pra todos os tipos e tons de pele e a cartela de cores é incrível!!! O site é lindo, super funcional e as fotos são ótemas!! Doidinha pra ver vendendo aqui por perto… 😉

Pra provar que tem make pra todas nós, inclusive negras, vai a foto, retirada do site, com os tons de base:

Base aerosol (as usadas em TV Digital):

Os tons de blush:

Os tons batons:

Batom líquido:

As cores de sombra compacta:

Sombra em pó:

Para mais, dêem uma olhada no site, que também mostra aos delineadores que têm cores fantásticas, como o vermelho e o dourado, batons, sombras… E a linha de perfumes, igualmente linda!

Lily Allen contra a homofobia

Tá bom. A história da música da moçoila não é novidade. O interessante é que um usuário do youtube steviebeebishop pedisse a quem vê seus vídeos pra dublar a música. Com o resultado, ele fez uma montagem, bem divertida, de pessoas diferentes cantando, uma verdadeira colagem. O que era brincadeira acabou por virar uma corrente anti-homofobia. Como eu acredito nessa causa, vai aqui o vídeo, que eu A-M-A-Y, by the way… 🙂

Aí, o gayclic.com, site francês, fez o mesmo.

Tim Burton versão vídeo clipe.

Voltando hj de um chá de fralda, com amiguinhos fofos da Faculdade [dos poucos heteros, claro!], vim de carona com uma ex-Faconiana, Dani, que tem uma excelente coleção musical. No meio das coisas boas que conheci, ouvi Emillie Simons. Adorei a voz, o estilo e eis que Dani me diz que o vídeo de Flowers foi feito pelo Tim Burton!!! Adoro os trabalhos dele e quando soube que era uma animação, em stop motion, assim que cheguei em casa carreguei o vídeo no youtube. Amei!!!

Make up pra negras

Saiu na Vogue americana de maio uma nota, de tamanho razoável, sobre um lançamento que me tinha passado desapercebido até hoje.

É o lançamento do dvd de Sam Fine, especialista em maquiagem para negras e o preferido de Naomi Campbell e Iman. No DVD ele ensina o básico da make pra pele “de cor”, ensinando a respeitar os diversos tons e como misturam tons de base, por exemplo, pra chegar na tom de pele certo!

Gostei muito do trabalho dele. Sempre com peles impecáveis, neutras e com muita personalidade. Sempre tenho a sensação, em alguns trabalhos em pele negra, que a pele ficou emplastrada, opaca, e sem respeitar os traços e diferenças da raça.

1 102 103 104 105 106 107