Transição (para o crespo) – documentário

Começar agradecendo à Amanda, do canal Belo Crespo, por ter colocado o vídeo com legendas. Tinha visto ele no começo do mês e até compartilhei no twitter. Na reportagem do NYTimes, a Zina Saro-Wiwa, uma cineasta britano-nigeriana que mora no Brooklyn, mostra o seu processo de transição para o cabelo natural. Ao começar um documentário atiçado pela pesquisa que indicava uma queda de 17% nas vendas de kits de relaxamento, ela foi entrevistar mulheres negras pelas ruas de Nova Iorque e percebeu que a maioria delas tinha aderido aos naturais nos últimos 3 anos.
O documentário é curtinho e tem legendas em português, todo mundo deve assistir. O que mais gosto nele, e é um assunto que tem me feito pensar muito nos últimos tempos, é que manter o cabelo crespo é sim um atestado político! A gente tem um medinho de dizer que faz política, especialmente com o próprio corpo, né? Tem medo de parecer chato, acha que política é ir para cargos eletivos, discursar no Congresso… Fazer política é dizer o que acredita, impor seus direitos, garantidos pela lei e pela moral. É brigar mesmo. E tem briga maior, ultimamente, que ser quem você é, independente de modelos sociais estabelecidos?

Turista Aprendiz na Terra do Grão-Pará – Ronaldo Fraga

Como eu disse ontem, o desfile do Ronaldo Fraga foi um acontecimento! Lindo, lúdico, o seu Turista Aprendiz na Terra do Grão-Pará mostra uma cultura forte, viva e vibrante brasileira, que ele Graças a Deus insiste em retratar em sua moda. “Pela primeira vez temos a oportunidade de olhar para dentro da nossa
história e criar uma maneira de fazer, pensar e comercializar moda,
porque o que fizemos até agora foi copiar um mundo caduco que está
desmoronando” foi o que o estilista disse à AFP e que, convenhamos, ele tem razão! As nossas passarelas não representam nossa diversidade, nem nossa cultura rica, nem nossa personalidade. Não é de hoje que vemos jornalistas chocados com a quantidade de loiras na nossa passarela. Entendo que no sul elas sejam assim, mas representa o país como um todo? E essa insistência em refletir modas internacionais, como a explosão dos mullets?
Voltando ao desfile sensacional do Ronaldo, os maxicolares foram feitos por artesãs paraenses, que foram para Sampa ver o desfile. A Cooperativa de Biojoias de Tucumã, do Pará fica no sudeste do estado e teve oficinas com o estilista de março a junho. Legal essa troca, né? Elas aprenderam sobre moda e design, melhoraram as condições de trabalho e a autoestima. E tudo a ver com o tema sustentabilidade da SPFW. As peças são feitas de semente de açaí, jupati, morototó, jarina, dedo de índia, paxiubinha e
ouriça de castanha, além de fragmentos de madeiras, como amarelão, ipê,
cumaru, muracatiara, tatajuba e roxinho. São todos subprodutos de outros produtos ou catados na floresta.

Quanto às roupas,  a inspiração dele foi na obra de Mário de Andrade e nas suas visitas ao próprio Pará. Nisso, muito se refletiu em uma moda alegre, despretensiosa, feminina e vibrante como aquela região.  A silhueta é mais relax como pede a praia e o verão, mas os decotes nas costas, super sexys e femininas, como o trabalho do Ronaldo Fraga como um todo. A cartela de cores inclui branco, verde, azul, vermelho rosa e tons
terrosos, além das estamparias em plantas, pássaros, madeiras,
mandalas, cortes de troncos de árvores e flores regionais. “Esta coleção nasceu de uma pesquisa que eu queria fazer há muito tempo,
que era mergulhar no universo dos estados do norte do Brasil,
especialmente no Pará”, afirmou o estilista. Que, para fechar, falou sobre o papel social da moda: “Isso é o que me move a fazer uma coleção, a enfrentar uma semana de
moda, a criar um desfile: transformar nosso olhar, e acredito que este
pode ser um grande papel para a moda”.

Eu li: A menina que brincava com fogo

Eu vi no cinema o primeiro filme da série, o “Os homens que não amavam as mulheres” (no resto do mundo  a garota com a tatuagem de dragão), e apareceu aqui em casa o segundo livro da série “A menina que brincava com fogo”. Um tijolo de 600 páginas. Suspirei e fui ler. Não me arrependo. O livro se passa dois anos depois da história de “Homens que não amavam as mulheres”, e a protagonista, Lisbeth Salander, está em uma encrenca das boas.
Ela é acusada de assassinar três pessoas, com direito a evidências fortes que a colocam no local do crime em cada uma delas. Para completar a brincadeira, vaza na imprensa que ela teria sido internada em um manicômio na adolescência e boatos de todo tipo, principalmente relacionados à sexualidade dela. Resultado: o mundo desaba e tem certeza da culpa dela. A sorte é que ele, sempre ele, o jornalista Mikael Blomkvist – desconfia disso tudo, e acha que o crime pode estar relacionado a uma investigação sobre tráfico de mulheres que está sendo feita em sua revista, a Millenium.
E assim a história vai. Até a metade do livro não chega a ser chato, mas você compara com o primeiro e se pergunta se o negócio não vai agilizar e ganhar um pouco mais de ação. E ganha! Você passa a sentir que aquilo tudo serviu para apresentar os personagens e seus posicionamentos na história, de modo que quando a ação acontece, está tudo bem entendido e amarrado. Eu grudei no livro e quase não consegui sair.
Mas o frustrante é que… não tem final. Não tem final mesmo. Você é obrigado a ler o próximo livro para saber o que acontece, porque senão fica no ar e pé sem cabeça mesmo. Mas recomendo engatar a leitura. É uma história muito interessante, o autor adota até uma narrativa ágil, porém detalhista demais às vezes. Mas ao mesmo tempo isso ajuda a imaginação – é quase como se você estivesse vendo. E o final da história toda não é bem o final feliz clássico esperado. Recomendo.
Minnie Santos

SPFW verão 2013 – dia 2

Eis que o segundo dia serviu como um refresco para os olhos! Muita coisa legal desfilou, seguiu-se a máxima da pele brilhosa no verão (quem sabe assim as neuras com o pó e o suor natural da pele acabam?), mas teve cor, maquiagens bonitas e a volta de Ronaldo Fraga!!!! Tive o prazer de entrevistá-lo no ano passado, aqui em Salvador, e ver algumas de suas peças de pertinho. Mas Ronaldo é assunto para outro post, pq aquele desfile merece um só post só para ele!
Num desfile super luxuoso e harmonioso, Paula Raia mostrou sedas, tules sobrepostos, georgette de seda bordado com tiras de
georgette de seda desfiados (que proporcionam um efeito texturizado). Achei interessante que o desfile foi na loja dela, com as clientes queridas assistindo. Afinal, quem tem que aprovar tudo é quem compra, certo? Seguindo a tendência, tem blusas e saias mullet, vestidos longos e fluidos, modelagem ampla e uma forte pegada oitentista.
Já na Bienal a Ellus, conhecida pelo seu jeans, voltou para os desfiles com peças em leather denim metalizado, organza cloquê, ducheses de seda, nylon estampado, ráfia e couro metalizado. O tema da marca foi um mergulho noturno e os tons variaram de branco, azuis e marinhos para o preto. Achei que tinha preto demais, preferia ter visto mais azuis, mas é uma opção para quem gosta de um visual mais pesado/gótico mesmo no verão.
Valdemar Iódice manteve seu luxo e as formas sexy e femininas com seda, jacquard, devore crochê, couro e gazar suíço. Nas peças que tiveram as águas como inspiração, as cores são amarelo, rosa, off white, água marine e transparências.

Comprinhas na Friducha Bijoux :D

Sabe uma pessoa feliz? Então, essa sou eu. Quando a Karen anunciou que ia começar a vender bijus, fui logo olhar a fanpage que ela montou. A Friducha Bijoux é um projeto dela com uma amiga e tem influencia, claro, na Frida Khalo e nas caveiras mexicanas. Pirei quando vi as caveiras e o anel de onça (minha próxima compra ;). Então no começo do mês – e do dindim – encomendei logo a caveira preta! Aí juso quando estava para encomendar ela colocou esse coração alado para vender. Nem pensei duas vezes!
Meus dedos são fininhos, é sempre um processo comprar anel, mas esse é ajustável. Dei uma apertadinha e ficou ótimo! É amor total o meu por este anel. Ele custou R$30 e tem ele em rosa na loja (ou pode encomendar ele em vermelho). O colar foi R$60 e tem 64cm de corrente. Já estou bolando looks para usar meus dois acessórios novos.
Gostaram? A Friducha entrega em todo o Brasil pelos Correios. Para encomendar, visite o blog ou a fanpage da Friducha Bijoux, escolha a peça e entre em contato por email. Os pagamentos são por depósito bancário. 🙂

SPFW verão 2013 – 1º dia

Então! Primeiro dia do SPFW foi lindo, finalmente vimos cor na maquiagem! A Bienal tá bonita, pensando em sustentabilidade especialmente na cenografia do Marcelo Rosenbaum e seu projeto A Gente Transforma, criado por Rosenbaum, em conjunto com uma equipe de fotógrafos, designers e estudantes de arquitetura. O projeto usa o design para expor a alma brasileira, inserindo o artesanato no mercado nacional e internacional de decoração. Mas vamos de desfile?
A Animale (da bolsa bafônica de Taninha), veio falando de m safári noturno. Já dá para imaginar animal print, né? Couro com stretch, seda rústica, ráfia e palha nos sapatos, com cores neutras e pontos de cor (verde e amarelo) nas produções.
O Alexandre Herchcovitch se inspirou no Boy George e nos anos 1980 para colocar um glam maior no estilo rocker tão usual às suas coleções. Tafetá de seda, georgette, jacquard, cetim de seda, shangtung de seda. É um Boy George chique, exuberante! Os sapatos foram desenvolvidos pela Via Uno (me pergunto se veremos as cores lindas à venda). As cores principais são amarelo, verde, pink, marinho, preto, quadriculado preto e branco. Exuberância é o nome!
No desfile da Tufi Duek de Eduardo Pombal o tema foi o livro “Botânica Magnífica”, de Jonathan Singer. Seda, tule, couro, lâminas de paetê, tafetá bordado, organza apareceram entre flores, formas e texturas que lembram a flora nacional. Aqui apareceu o primeiro tom “mertiolate”. Essa cor é um vermelho ferrugem aveludado. 
FH por Fause Haten teve a Paula Lima na passarela! Junto com um trio de cordas, piano e percussão, ela cantou músicas do Fause Haten durante o desfile. Muito legal essa ponte moda-música. Aliás, a coleção toda é inspirada em uma música dele, “Na Noite”, onde ele mostrou trabalhos artesanais, misturou tendências e rendas, bordados e afins.

Esse look abriu o desfile. Lindo! Adorei a maquiagem, as cores do vestido, o black power oitentista…
O dia fechou com o Japão da Triton foi super consistente e colorido! Em tons de cinzas, beges, preto, off-white, laranja, verde-menta, roxo, variações de azul, rosa e vermelho, as ruas de Tóquio e o estilo das vestimentas nipônicas foram para a passarela com ares urbanos e modernos. A silhueta oitentista anda em alta em Sampa…

Ultravioleta – Colorama

Boom! Zaz! Trash! Acho que poderia ficar horas digitando onomatopeias… o negócio é que, da coleção As Super Cores da Colorama, o esmalte que eu mais queria e porque será, meu Deus? kkkkkkkkk era o Ultravioleta. A cor parecia ser lieenda e super eu. Mesmo sendo meio lavada na foto de divulgação. Aliás, fotinho estourada que só essa. Todas as cores são mais vivas e mais escuras que na divulgada, que horror! Daí que eu tive na Sumirê rapidinho para ver umas coisas e dos esmaltes, o único novidade que eu trouxe foi o roxão da Colorama. Também trouxe um Madonna novo, da Impala, que o meu estava acabando. Vermelhos dominando nas minhas escolhas ultimamente.
E eu quase fui de Madonna, quando me lembrei que ainda não tinha experimentado esse. Dei uma saturada para a cor ficar mais parecida com a real. E ficou quase lá! Como eu passei duas camadas mais grossinhas, ele fica mais escuro, mas o tom é esse mesmo. O meu favorito! Além da cor ser a que eu amo, fiquei feliz que ele foi fácil de esmaltar e secou super rápido! Totalmente desacostumada com esmaltes que secam em menos de uma hora (mesmo com spray secante). Esse com 10min estava todo no lugar!
Foram duas camadas do Ultravioleta e mais uma de extra brilho da Big Universo – o cheiro dos esmaltes Colorama continuam me incomodando, mas até nisso o roxão foi bom, ele não me deu alergia! 😀 Eu gosto muito desse tom, roxo roxo. Vai bem no inverno, no verão… Ótimo para minha semana começar cheia de energia! Tem cara de esmalte para o dia dos namorados?

Dia dos Namorados: maquiagem

Pedido de leitor é uma ordem aqui no blog! Se você tiver dúvidas ou pedidos de posts para fazer, só ir em fale conosco! O pedido da Fernanda era que eu desse dicas de maquiagem para o dia dos namorados. E eu acho super válido fazer uma maquiagem linda para sair! Mas, sejamos realistas: amanhã é uma terça-feira, as chances de eventos muito elaborados são menores, além de eu ser conta a obrigatoriedade de usar rosa no dia dos namorados. Namoro combina com romance, mas também com sexo e diversão! Por isso, fiz um apanhado de looks que eu já mostrei aqui, cada um para um “tipo de namoro”.
Para a namorada diva, nada melhor que um look com delineado de gatinho e batomzão vermelho, né? Clique aqui e veja os produtos que eu usei, mas adianto que vários nacionais podem ser usados como o Vermelho matte da Dailus e o cor 01 da Vult.
Esta é para quem vai de vermelho, mas é um pouco mais discreta. Só um sujinho de lápis marrom no côncavo e lápis preto no contorno. O substituto perfeito aqui é o cor 01 da Vult.
Mais discreta ainda, essa maquiagem é para quem é mais nude, quer sair mais discreta, pq vai emendar do trabalho ou da faculdade, ou ainda, para quem não usa muita cor. Esse batom é o malva matte da Koloss, mas pode ir de Natural da Dailus, 101 da Intense Boticário, cor de boca 51 da Natura Una…
O batom pode ser nude, mas o olho não! De azul e verde nos duos da Vult, essa maquiagem é rapidinha, barata e fica lindo, olha! Clica lá!
Flash estourado, mas vale ir lá conferir pq essa maquiagem é babado! Para sair linda e marcante, sombra verde escura com brilhos, o batom é o Pitanga da Dailus, mas escolha o seu rosa favorito! Outras opções são o Goiaba da Dailus, cor 38 e 39 da Vult, Grape da Avon, o Impassioned ou o Girl About Town da MAC…
Deste vale copiar maquiagem e cabelo! O azul da sombra é um azul escuro com brilhos, que a Duda Molinos também tem. O lápis é da coleção neon da Vult. Batom vinho tem de todas as marcas, é escolher o seu. Até pq, vinho é uma das cores mais fáceis de encontrar, anda na moda e fica lindo em todos os tons de pele.
Para quem faz questão de uma maquiagem rosa, não pensem que esqueci! Este dia eu tava numa vibe de rosas. Vale usar um duo de rosas, como o 05 da Vult ou o 02 da Dailus. Já o batom é o 38 da Vult. ADORO essa cor! Mas pode ser ruinzinha para quem vai beijar muito na rua… kkkkkkkkk
Mas aí, quer mais ideias? Aqui no blog ainda tem maquiagem vinho, eu de azul com dourado, ou ainda, minhas experimentações em lilás. Seja para ir ali ou para fazer uma bela figuração naquele bistrô, o negócio é fazer uma pele impecável e usar uns pontinhos de cor. E amar muito. 😉

Batom boca 51 matte Natura Una

Mais batom, pessoas!! Antes de eu me entender com o Natural da Dailus, fiquei tête-à-tête com uma revistinha da Natura, justamento com o lançamento dos batons matte da linha Una. Batom matte a R$24 e eu querendo um nude, não pensei duas vezes, comprei o cor de boca! Sabendo que, é claro, não ficaria da cor dos meus lábios, mas sendo mais apagadinho já estava rolando. Eis então o bichinho:
A foto tá ruim pq foi feita num dia péssimo! Chovia píncaros! Vou refazer a foto, mas já deixo aqui. Ele é um nude rosado, na foto achei que ele fosse mais marrom. É fácil de passar, cobre bem e vai ficando bem sequinho com o tempo.
E ele na boca! Fica assim, bem clarinho. Bom para olhos super marcados e coloridos. Apesar de apagadinho – meio esbranquiçado – eu gostei. E vocês?

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