A Minnie entende mais de cabelos do que eu, mas como ela nunca passou
por uma transição, eu vou contando o que eu vivi. Fiz relaxamento a
última vez em outubro de 2010. Estava bem bonitinho até, foi feito com
amônia, depois de meses sem relaxar e eu cortei bastante, pq já estava
pensando em deixar natural. Saí da guanidina, que estirava mais minha raiz e fui para uma coisa mais levinha (o processamento, n necessariamente a química). Ele estava assim:
Ele
estava indo bem, fui hidratando sempre e desembaraçando a raiz. Pq o
problema, mesmo, na transição, é que ele embola com o cabelo alisado e
fica um ninho! Até que, numa formatura em fevereiro, eu chego em casa
com o cabelo assim:
 |
| Me-do! |
Fiquei
doida. Como eu podia sair assim na rua? Ainda bem que não saí assim, mas voltei, por que suei pacas na pista de dança 😉 Nesse período, quando eu saía, ou usava uma faixa na frente do cabelo, ou usava turbante. Fiz até um vídeo mostrando como eu amarrava o meu lenço. Como a raiz já estava
grandinha, de 4 meses sem relexar, resolvi usar a tesoura, mas não tirei
100%. Deixei alguns fios na frente, que ainda cacheavam, para dar um
pouco mais de volume e eu n ter a sensação de estar careca total. Essa é
do dia que eu cortei o cabelo:
Quatro meses depois do corte, já estava assim:
Daí que resolvi tirar logo essas pontas com química que sobravam, já
que não estava assim tão curto mais. Em outubro, um ano depois da
última química, voltei no salão para tirar o resto das pontinhas. Deu
uma encurtada, é claro, mas ficou bem mais harmônico de usar. Continuei
nas hidratações contínuas, reconstruções a cada 15 dias e tal. No Natal
ele estava assim:
O mais importante de tudo é hidratação. Aqui no blog tem uma pá de posts sobre como cuidar dos cabelos. Para começar, veja o jeito certo de lavar os cabelos. Depois, passar a fazer umectação é sempre bom, para proteger mais os fios. E não só de hidratação o cabelo precisa, viu? Cauterizações, tratar a porosidade, seguir uma manutenção e uma rotina de cuidados. Óleos e manteigas são seus amigos nesse momento!
Mas assim, falando do período de transição
o melhor a fazer mesmo é cortar. Também conhecido como vitamina T – de tesoura. Até por que, usualmente o cabelo que está com química, na maioria dos casos, está poroso, quebradiço, opaco, cheio de pontas duplas. Se você quer mesmo usar o cabelo
natural, faça logo de uma vez. Claro que você vai precisar de paciência, tempo e, o mais importante, aprender o
que fica melhor no seu cabelo e como ele é. O meu cabelo é extremamente
seco. Por mais que eu coloque rios de creme, a cor dele nunca é fechada e
brilhante, a não ser a base de muito silicone e glicerina, o que eu não
quero para ele. Quero que ele fique saudável apenas, sem muita
maquiagem. E a cor dele é essa mesmo, pronto. Um tom de marrom escuro meio fubento, cinzento, que ao menos sinal de sol fica avermelhado/acobreado. Ele não cai, não tem ponta
dupla, não é poroso nem palha. Pelo contrário, ele está forte e cresce
cada dia mais. Dê um tempo, descubra como é o seu cabelo em você e
procure na internet dicas de penteados (aqui no blog tem vários!) e
tutoriais de como usar ele crespo. Aproveite e apaixone-se por
você mesma. 🙂
PS- Essa sou eu agora. 😉
UPDATE 23/02/2013 –
Como este é um post muito popular, resolvi dar um update, antes do vídeo que pretendo gravar dos 2 anos de cabelo natural. Então, agora estou assim: