Estilista usa penteado com “bombril” para homenagear a negros na semana de moda

Estamos em plena semana de moda, e já aconteceu  um fato que poderemos dizer que, no mínimo, é inusitado: o estilista Ronaldo Fraga, conhecido por criações polêmicas, resolveu fazer uma homenagem aos negros em seu desfile nesse ano. Uma homenagem aos negros, na sua chegada ao futebol. Ao contrário de hoje, o futebol até a década de 30, não era praticado por negros, e até proibido, sendo praticado exclusivamente pela elite branca.  A inserção do negro no esporte foi lenta, e se deu entre as décadas de 30 e 50. Então, o estilista resolveu voltar no tempo, e homenagear esses negros, falar de beleza e futebol.

Então…o que foi feito nessa homenagem? O visual, idealizado pelo maquiador e cabelereiro Marcos Costa(quem também está por trás da criação dos produtos de maquiagem da Natura) resolveu focar essa homenagem no cabelo dos negros, o cabelo afro. E para tal, resolveu colocar na cabeça das modelos, “Esculturas” feitas com palha de aço, o famoso bombril.Segundo o artista, “A palha de aço mostra que o suposto cabelo ruim é na verdade uma escultura em potencial”

Ok, de boas intenções o inferno tá cheio. E todos nós sabemos disso. Homenagens são bem vindas. Homenagens valorizam, ressaltam coisas boas, traz um marco positivo. Coisa particularmente importante para algo que ainda é muito discriminado na nossa sociedade. O cabelo afro. Ainda temos o “cabelo ruim”. O cabelo “homo sapiens” como disse a atriz e poetisa Elisa Lucinda. E para que ele seja visto de maneira “menos pejorativa” , para a maior parte da nossa sociedade, ainda é preciso que ele seja alisado, domado, enfim. Como se, ainda nas palavras de lucinda, a química pudesse fazer nosso cabelo evoluir de homo sapiens, para sapiens sapiens. 
E uma das marcas desse pejorativismo é justamente, associar o cabelo afro ao “cabelo bombril” .Um cabelo, como a palha de aço destinada a limpeza “ruim, aspero, não maleável”. Então, particularmente, não vejo como encarar isso, como uma “homenagem”. Algo que traga um aspecto positivo. Pelo contrário. Vejo algo que só reforça os preconceitos já existentes contra o  negro e o cabelo afro.
Já que era para “homenagear” , porque não, fazer um casting só com modelos negras(como a Cavaleira fez se não me engano, quando homenageou a África)? Modelos negras com cabelos afro, ou perucas mesmo imitando a textura dos diversos tipos de cabelo crespo e afro que existem?Fazer lindos penteados, demonstrar a  beleza e a diversidade negras?Como perceber algo tão estereotipado como uma “singela homenagem”?
Tem muitas mulheres e crianças seguem nesse ciclo vicioso de sentir vergonha dos cabelos. E não porque “os negros são os verdadeiros racistas da sociedade” , mas porque vivemos em uma sociedade muito racista de modo geral, que o tempo inteiro “ensina e demonstra” que nossas características não são adequadas.Que do jeito que somos, não podemos ser bonitas. E no tocante o cabelo, é mais forte e descarado.È algo tão arraigado, que as pessoas não tem o menor pudor em classificar ou citar cabelo crespo e afro de “cabelo ruim”. E não vejo como essa “homenagem” possa trazer algo positivo dentro disso tudo.Simples assim. 
Minnie Santos.
UPDATE: o pedido de desculpas do Marcos Costa.

A estrela mais brilhante no céu – Marian Keyes

Este é o último livro da Marian Keyes traduzido e publicado no Brasil. Me dei de presente de aniversário pq achei que seria uma leitura interessante. Sempre é. A sinopse: Um passado ainda vivo. Um futuro por construir. E um caderno para escrever toda uma vida. Existe um misterioso espírito que paira sobre o edifício número 66 da Star Street, em Dublin, Irlanda. E esse espírito está em uma missão para mudar a vida de alguém. A ideia por trás deste livro é um conto irlandês que fala de uma alma que queria vida e toda a sabedoria do universo. Daí ele descobriu que para saber tudo, teria que permanecer como alma, mas se quisesse viver, teria que esquecer tudo e começar tudo de novo.
Como em todo texto da autora, há uma causa social neste livro. O mote dela neste livro são as vítimas de violência sexual na Irlanda. Já havia lido sobre, mas é meio chocante pensar nisso quando contado do jeito que está no livro. E é revoltante pensar que, ainda hoje, a culpa é da vítima, é assim mesmo, deixa pra lá. A personagem é convencida a achar que foi consensual, que ela só não queria admitir pro marido. OI? O cara é seu ex, claro que vcs já transaram antes, então como poderia ser estupro? Ele nem é um estranho… Sério mesmo que é assim que as pessoas preferem pensar? Que tudo bem forçar a barra? As estatísticas do estupro mostram que a maior parte das vítimas sofreu abusos de parentes e amigos, em momentos de vulnerabilidade construída ou real. Quer dizer, você vê uma mina bêbada, caída na cama, então é ok ir lá e comer, né? Será que ninguém vê o quão doentio é praticar sexo com um corpo inerte? Achava mesmo que a graça do sexo era a troca…
Tem outros temas sendo tratados no texto, como doenças psicológicas e o quanto as pessoas negligenciam e ignoram os sintomas, achando que é impossível que aquele ser amado possa estar, de alguma forma, doente. O quanto nos enganamos com a capa de normalidade das coisas. No mais, o livro começa morno, com muitos personagens e situações desconhecidas, pq o narrados não é onisciente e onipresente. Ele vai descobrindo coisas junto com o leitor. Mas quando você conhece todos os moradores do prédio e sua dinâmica, a leitura flui e você se pega querendo saber logo o final.
Recomendo a leitura.

Vestidos para todos os tipos de corpo!

Quem acompanha a gente no Facebook (curte lá!) viu que esta semana eu postei um vestido lindo, branco, com um drapeado no decote que fazia dele perfeito para todos os tipos de mulher. Pois ele é a inspiração para o post de hoje. Peguei alguns vestidos que saíram nos desfiles de verão 2013 lá na gringa e mais alguns outros que eu gostei do modelo, para mostrar que podemos ter peças coringa no armário, especialmente quem tem pernas muito grossas, seios grandes ou ainda, as gordinhas. Todo mundo tem direito de sair linda!
Fiquei louca nesse vestido e vou mesmo copiar, num tecido mais pesado ou com forro, para não marcar cada dobrinha/celulite. Explico pq eu digo que ele se adapta a todos os tipos de corpo: ele tem o drapeado no seio, que dá forma e coloca o volume no lugar de quem tem “excesso” e fica um detalhe charmoso em quem tem pouco. O recorte ajuda a marcar a cintura, ótimo para quem é retangular. E o corte evasê dá volume aos quadris de quem tem pouco, mas também consegue disfarçar quem tem muito. Perfeito!
Este outro, da Dior, salvo engano, é um corte clássico e que funciona em todo mundo. A alça pode ser mais fina ou mais larga, a depender da largura dos ombros. A marcação da cintura é ótima para definir os volumes das pregas do busto. A saia seca, porém evasê dá uma marcada no quadril na medida.

Já este modelo é um pouco menos versátil. Pq se a dobrinha da barriga for acima do recorte, ferrou. De resto, também funciona bem. Apesar de justo, ele tem ombros e uma sainha rodada discreta. Clássico.
Este é outro Dior. Apesar de quem tem ombros largos evitar tomara-que-caia, este vestido tem tanta informação, que ninguém vai lembrar dos ombros. Pras demais, ele equilibra os pontos certos ao usar o cintinho.
Já este aqui só deve ser preterido por quem tem muito quadril e não gosta. Para as demais, graciosidade e várias coisas disfarçadas, como pernas finas, barriguinha, coxas grossas…

Este último não é de desfile, mas é algo que todas, repetindo, TODAS devem ter no armário. Na mesma ideia dos outros, ele dá formas curvilíneas ao corpo escondendo coisinhas aqui e ali. Não importa a cor, o comprimento dele deve ser no joelho ou pouco acima. O corte é império, pouco abaixo do busto, para não marcar barriga nem quadril. É divino!

Qual seu vestido favorito?

Negras e morenas podem usar make colorida? Kelly Rowland prova que yes, we can!

Kelly Rowland lançou musica nova. Se chama “Kisses down low”. E está abusando do visual sexy e do corpinho que Deus lhe deu e que o personal ajuda a manter…porém…o que andou chamando atenção da galera no vídeo foi…a make!Normalmente dona de um visual um tanto quando que mais discreto na maquiagem,  a gata resolveu chutar o balde dessa vez e, acompanhando o vídeo sexy e colorido, incorporar diferentes personas, cada uma  com o seu visual.

E aí deu de tudo! Sombra amarelo limão com delineado azul nos cílios inferiores com batom lilás parente do Snob,olho super roxinho com boca nude e cabelo com o topo super vermelho, loira platinada estilo Marilyn, batom rosa choque, pin up….

Aí vem o meu convite: tente, experimente! Eu vejo muitas de nós muito preocupadas em “que tom usar em peles morenas e negras” , mas além de qualquer regrinha de maquiagem, o que também vale é nosso gosto pessoal. Do que adianta o mundo concordar que negras ficam maravilhosas de dourado se você tem pavor a essa cor, porém ama prata? Não existe um tom de prata só, provavelmente terá algum que vai cair bem na sua pele, por mais que você tenha lido o maquiador fulano de tal dizendo que “morenas e negras tem que priorizar cores quentes” ou algo do tipo. Somos negras, somos morenas, somos de qualquer cor, mas somos indivíduos únicos com gostos e singularidades diferentes. Então,não dá para colocar todo mundo em uma caixinha e ditar uma regra só.

E maquiagem também pode(e na minha opinião deve) ser algo divertido, lúdico, voltado para satisfação pessoal também. Acho que muitas vezes , a gente se preocupa em “ficar mais bonita”(e para quem exatamente?) e se esquece de olhar se o “mais bonita” agrada a gente também. “ah, mas a minha boca é muito grande, batom vermelho vai deixar mais chamativa”. Sim e daí? Olha a Kelly, dona de um bocão lindo, arrasando com vermelho. Qual é o exato problema de chamar a atenção, e vai chamar a atenção exatamente de quem?

Então, proponho que a gente “faça a Kelly Rowland” e encare a maquiagem de maneira mais divertida e menos encanada com se vai agradar a fulano, a beltrano, ou o quê que maquiador fulano falou ou deixou de falar.Eles são mestres maravilhosos, mas são guias! Guias, não ditadores implacáveis de regras, assim como qualquer guru do you tube. Vá para a frente do espelho, teste e veja o que VOCÊ, e mais ninguém, acha da make. E isso vale até…para sombra verde limão!

Ah…e se quiser conferir o clipe da gata, clica aqui!

Penteados de Noivas em cabelos afros e crespos

Depois de ler o guest post no Escreva, Lola, Escreva sobre revistas de noivas e a total falta de representação negra nelas, fiquei pensando no quanto somos depreciadas e ignoradas em nosso país. Será que só quem tem cabelo liso/alisado compra revista? Ou ainda por cima, casa? Um recadinho para as revistas de noivas: FAZ DIFERENÇA! A textura do meu cabelo, AFRO, jamais será a mesma de uma menina que tem cabelos “crespos” – que na verdade é mestiçado, meio seco e sem forma, boa parte das vezes. Além disso, tem toda uma questão étnica e cultural que nos faz ter interesse e nos reconhecer mais bonitas com outros penteados, que não uma adaptação de penteados de cabelos lisos.  Sim, algumas meninas nasceram com a pele mais clara e o cabelo afro. Mas elas estão nas revistas? Não. Até pq, como têm a pele clara, elas são ainda mais precionadas a alisar e as que usam crespo, são consideradas aberrações totais. Logo, a ideia de que a revista atende a todas é, no mínimo, equivocada.

Voltando ao post. Já fizemos alguns posts sobre penteados para cabelos crespos e afros para festas e réveillon e tem bastante coisa lá que ficaria lindo num casamento, mas resolvi ir além e fazer um post específico. Como maio é o segundo mês com mais casamentos no ano (o primeiro, claro, é dezembro, lindo pelo 13º), acho que já ajuda a quem está de casório marcado, não?

Gosto muito desta montagem, doblog Bride and Soul. Tem ideias para vários estilos e já dáuma mostra de que se pode ser MUITO versátil com cabelo crespo. Acho, inclusive, uma sacanagem dizerem que não dá para fazer muita coisa, pq o cabelo é “ruim” de lidar. É PREGUIÇA, pessoas! Vai dar um cadim de trabalho pq normalmente é muito volumoso (eu acho q tenho cabelo pra umas 3 perucas de branca), mas fica onde você o deixar, toma qualquer forma e é lindooo! Sonho de consumo do momento, o primeiro penteado, com trancinhas nagô e um coque. Um acessório lindo e pronto, tava noiva! Mas essa montagem também mostra que noivas poder ter cabelos curtíssimos e ficar igualmente lindas e poderosas.

Como esta aqui. Os cabelos tão curtinhos, masos cachinhos são valorizados com um dedoliss em alguns para modelar bem e um arranjo bonito. Achei este até bem tradicional, acho que uma joia seria mais interessante.

Outra opção é o uso dessas fitas. Antes eu achava que isso só funcionava em cabelo liso, mas já vi que se caprichar bem na frente, ele fica bem bonitinho. Sei que esse cabelo é cacheado, mas um cabelo crespo aqui também ficaria muito bom. É ideal para cabelos curtos a médios.
Esta aqui eu apaixonei. Prum cabelo médio ou grande, faz um rabo e torce, prendendo ele pra cima. As pontas devem ser estilizadas e arrumadas para dar um caimento legal junto com o véu.

Outro amor é esse cabelo. Aliás,o vestido e o bouquet, também, mas… Voltemos ao cabelo. É uma boa opção para quem quer, no casamento, ser uma versão mais arrumada de si mesma no dia-a-dia. Eu acho que casamentos exigem coques, arranjos e trabalho (por isso não gosto de noivas de cabelo solto), mas entendo que quer uma coisa mais simples. Esta textura pode ser conseguida com tranças, twist ou bantu knots. A depender de qual escolha haverá diferença no frizado que vai ser formar ao desmanchar.

Cabelo comprido e com rasta, num coque alto e gordinho. Super tem cara de casamento. Quem não usa rasta ou trancinha também pode usar o penteado, basta fazer um torcidinho ao redor do coque. E escolher uma tiara linda!

Este é outro desenho que eu adorei e usarei mesmo antes de casar. huiahuiahiahuihia É que acho lindo essa coisa de fazer meia cabeça. É bom também para noivas em plena transição de alisado para os cachos. Se não quiser casar em pleno Big Chop, pode faser estas tranças na frente e usar babyliss nas pontas.

E nada de achar que tem que dispensar o véu ou a grinalda. Se este é seu sonho, use! É só prender no coque, como todas as outras. 😉
A lição deste post? Não compre revistas. Há várias fontes de beleza na internet, especialmente em sites americanos e de países africanos como a Nigéria e Angola. Pq ficar nessa de “puxa, é triste que as revistas não nos presente” apenas não vai te ajudar no casório. Mostre para elas, sim!, que você é linda, crespa, inteligente e que não precisa das revistas para arrazar no casamento. Elas é que percam a nossa audiência.

É menino ou menina?

Este é um post polêmico, que eu quero fazer há tempos e me faltava meios de escrevê-lo direito. Queria terminar de maturar algumas coisas. E sempre que escrevo sobre tais coisas, acabo numa torrente meio embolada de ideias, parte do texto perde um pouco do sentido, mas acho que dá pra sacar o âmbito geral, né? Mas o que me força a terminar este texto é o post da Sam Shiraishi, do A Vida Quer. Sam tem dois meninos e está grávida de uma menina. Um universo novo para ela. Mas que a fez pensar (e ouvir abobrinhas) sobre as diferenças sociais e na criação de meninos e meninas. Na casa dela não está havendo distinção. Mas fico vendo o quanto isso é comum. Fui comprar roupinhas de bebê para uma amiga grávida e fiquei naquela dúvida de que cor comprar, já que não sabia o sexo do bb ainda. Não por mim, que, como meio que abomino rosa – mamãe detesta, me criou assim, vivia de azul marinho e multiestampas – e adoro azul marinho, minhas ideias de presente são bem fáceis. Mas nas lojas, especialmente nas de departamento, é tudo bem divididinho. Não tem muita coisa unissex. Existem macacões com barquinhos e aviõezinhos para meninos e florzinhas e borboletas para meninas. Ou rosa e roxo ou azul claro e verde. E também tem o problema de que não creio que minha amiga, que hoje sabe esperar uma menina, fosse querer ter uma roupinha de aviãozinho azul na filha dela. Se quiserem ler sobre criação de meninos e meninas sem restrições genéricas, leiam o post da Sam, que é ótimo!
O engraçado é que minha ideia sobre esse post começou quando vi uma foto do AJ, um dos Backstreet Boys, com as unhas pintadas de oncinha. E me peguei com aquele pensamento: “Pô, unha pintada assim é coisa de mulher! Que esquisito! Não ficaria com um cara que pinta as unhas mais elaboradas do que eu…”. E aí fiquei me perguntando o quanto a gente não está condicionado aos padrões. Entendam, eu sei que padronizar as coisas facilita entender o mundo, evita o caos e descomplica as relações humanas, ao menos entre pessoas distantes, que não têm envolvimento ou intimidade. De perto, todo mundo é complicado. Mas enfim, ainda tenho dificuldade com unhas pintadas em heterossexuais, mas tenho aprendido, na verdade, que essa padronização preto no branco, de gosto de meninos ou de meninas (ou ainda igualmente dos dois) só tem serventia real para questões de ordem político-identitária. Para os grupos e movimentos da causa gay é importante que a pessoa se posicione como homossexual, ainda que, de vez em quando, sinta atração por mulheres. Especialmente para parentes e amigos homofóbicos e/ou mal esclarecidos que possam ver o parente que todos suspeitam ser gay ficando com uma pessoa do sexo oposto e fique cheia de esperanças de que o indivíduo vá “virar hétero”. Mas também entendo quem, por outro lado, só quer viver sua vida em paz, sem precisar da pressão dos pais e amigos para ter este ou aquele comportamento. Como aprendi esses dias, a luta política precisa ser consciente e não forçada. Eu tento (e ando “chata”, confesso) conscientizar as pessoas de que nossa existência e nosso corpo são políticos, e não o Renan Calheiros. Política não é Brasília, é nosso direito de ir e vir.
Voltando ao problema do gênero, o que vejo mesmo é essa heteronormatividade arraigada em tudo que somos e fazemos. No começo das minhas elucubrações sobre isso, pensava que havia uma questão de gênero e que era indiferente de orientação sexual. Até perceber que fui tão criada para ser hétero, não necessariamente pelos meus pais, mas pela mídia, pela sociedade em geral, que não conseguia ver isto em mim mesma. Não sei ainda se me sentiria de boa com um cara hétero e as unhas pintadinhas e enfeitadinhas, ainda tenho uma normatização para o que eu acho hétero. Mas não é uma imposição a todos os homens do planeta. Nem a nenhum deles, na verdade. Sou eu quem tenho que rever minhas ideias, mas uma coisa eu acredito: toda pessoa é sensível e a forma como os meninos são criados também é cruel. Eles não podem chorar, precisam prover a família, ser bem dotado, bem relacionado, pegador… Essa cultura de ser o melhor sempre e não demonstrar sentimentos (considerados uma fraqueza) é massacrante! Existem almas super sensíveis e tímidas que ficam presas em carapaças machonas por pura pressão social. Escrevi sobre a cultura dos machões aqui, depois deem uma olhada. Não quero uma pessoa que se esconde, que tem medo de ser que é. Por isso, inclusive, tenho uma espécie de campanha/cruzada com os amigos que ainda se escondem sob uma fachada pseudo hétero que se assumam (não precisa uma cerimônia de outing, é um saco e constrangedor, basta não fingir ser hétero e tudo se resolve), ainda que em um círculo restrito – com pessoas em quem confiam e tem liberdade, carinho –  pq é muito mais leve viver sem amarras, sem se esconder. Digo o mesmo aos amigos machões. É ok ter vontade de chorar ou se mostrar vulnerável. Não é ok agir como um bronco neandertal quando em grupo. Aliás, pq em grupo somos todos bobocas? Rola uma adaptação sua ao grupo, ok, mas fazer e falar coisas que até condena e evita, pq? (hj, no Globo Repórter)
Esses assuntos todos me fizeram pensar mesmo em criação de filhos. Ainda não pretendo tê-los, ou ao menos, não pari-los, mas fico imaginando a pessoa com uma criança em casa, que nasceu do sexo masculino. Mas que sempre gostou de rosa, de bonecas, de desenhar, de casinha, de coisas “femininas”. Vou impedir? Não. Jamais. Mas eu precisei pensar sobre essas coisas para chegar a esta conclusão. Precisei me incomodar. O incômodo é o que nos leva adiante no pensamento, nos tira do lugar comum. Então, minha pergunta a você: o que é coisa de menino e o que é coisa de menina?

Novas opções de comentários no blog!

Estamos sempre tentando atualizar e melhorar a forma de conversar com vocês e de vocês participarem do blog. Já tem algum tempo que eu tento colocar os comentários do Facebook, mas tava dando erro. Tem algumas semanas que finalmente consegui! (Ê, palmas para mim! kkkkkkkkkkk) Daí que outra coisa que eu queria era um sistema melhor de comentários, sem ser o do blogger, que permitisse responder comentários, replicar, receber por email… Agora, então, temos a plataforma Disqus! É o antigo Intense Debate melhoradinho.

Todos os comentários do blog foram importados para ela, ou seja, estão
todos aqui, podem ser lidos e respondidos numa boa. Também tem a
possibilidade dedar um +1 ou -1 para cada postagem, uma forma de “curtir” o que alguém disse no blog. Outra coisa é que vai evitar os spams. 😉 Que tal?

L’Occitane au Brésil, a nova marca da L’Occitane.


Nós já tinhamos falado da Le Couvent des Minimes que era a aposta BBB da L’Occitane no Brasil, lembram?(Se não lembra, clica aqui). Mas, parece que eles andam empolgados com a nossa terrinha, e anunciam mais novidades. A bola da vez é L’Occitane au Brésil, braço da marca que terá produtos apenas com ativos do nosso país, començando com o Mandacaru, da Caatinga, e o Jenipapo, do Cerrado. . Incialmente, as vendas acontecerão nas lojas já existentes da L’Occitane, porém com o tempo, terão quiosques e lojas exclusivas.


A linha começa com produtos comohidratantes, colônias, sabonetes,
esfoliantes, xampus, condicionadores, máscaras para cabelo e leave-ins –mas outras novidades já estão a caminho. O preço irá variar de R$ 9,90 a R$ 80, e será de 30% a 40% mais barato que os produtos da L’Occitane tradicionais, porque serão feitos aqui. A princípio, a marca começa no nosso país, porém, em 2014, já começaram as vendas em todo hemisfério norte.

Chic hein?

Minnie Santos.

Os 25 melhores batons da MAC para pele morena e negra – com primos nacionais bbb!

Vocês conhecem o blog Afrobella? Se não, deveriam conhecer! A menina tem o primeiro blog dedicado à beleza negra em lingua inglesa que se tem notícia, e é super poderosa! O sucesso do seu blog é tão grande, que ela foi uma das convidadas pela MAC para integrar o time da coleção “bloggers obsession” (lembra, aquela coleção da MAC em parceria com blogueiras americanas, onde cada uma desenvolveria um item, e depois a Tracta acabou “se inspirando” e fazendo coleção com blogueiras aqui no Brasil?), e o fruto dessa coleção foi o dazzegloss “purple life” (dazzegloss é um gloss que tem uma pigmentação maior que o batom, não é translucido, mas não é tão pigmentado tanto quanto um batom líquido, a textura é de gloss mesmo). E, para quem não conhece, aqui está a gata com a sua criação nos lábios!
Então… desde então o povo pergunta muito por batons MAC para a moçoila que, para a alegria geral da nação, resolveu chamar uma maquiadora de confiança, a Nicole Evans (que inclusive a maquiou quando ela foi convidada para o Oscar em 2012. Sinta o poder!) para opinar quais seriam os batons da MAC perfeitos para peles morenas e negras. Então… como muita gente tem curiosidade por itens da marca, mas muitas vezes tem receio de investir porque é bem caro no Brasil, resolvi trazer a listinha e quando possível  indicar aquele primo nacional bbb que todo mundo adora!

Começando com vermelhos!

Os escolhidos foram o Ruby Woo, o Lady Danger e o New Temptation. Os primos nacionais são: Boticário 330 linha intense, no caso do Ruby Woo e o Lady Danger, o Tomate da linha comum da  Dailus. Eu recomendaria também o Dubonnet, é um vermelho escuro mesmo, não chega a ser vinho, tem um toque de marrom. É no mesmo estilo do batom da Koloss que a Bia mostrou aqui, mas não chamaria de primos, porque o Dubonnet tem mais vermelho.

Para quem não sabe, o Ruby woo foi o batom que a Rihanna divou no Grammy esse ano! Usou um lápis labial vermelho, o Ruby Woo e o Lady Danger só no centro dos lábios.

Roxinhos

Rebel, Cyber, Goes and Goes, Faithfully Yours, Soulfully Rich, Smoked Purple, Violetta. Não conheço dupe nacional de nenhum deles, mas o Rebel tem um da wet and wild, o 908C da linha Mega Last. Vende na beauty join e em lojinhas de meninas que vendem importados, de vez em quanto tem essa linha, como a mimos para beleza, por exemplo. Não tenho experiências pessoais com nenhuma das lojas, porém, pessoas que conheço consideram ambas confiáveis. Eu pessoalmente, também indicaria o Up the Amp, e a Dailus tem um primo, o “Up Kisses” da linha mate. Também tem o Volare, da Fina Flor, que é bem parecido com o Up The Amp.

Corais/laranja

Os escolhidos foram o So Chaud, Morange, Chili e o Korean Candy. Desses todos, o Morange tem primo nacional: o 14 da Natura, linha Aquarela e o Cherry da Dailus linha mate.

Rosas

Os escolhidos foram Impassioned , Girl About Town e Lovelorn. Desses, tem primos nacionais o Girl about town que são o Grape da Avon e o My dreams da Dailus, enquanto o  Impassioned tem o Disco da linha do Duda Molinos e o Eletric Pink da linha mate da Maybeline. O Impassioned é o batom que a Beyoncè usa no clip Telephone, no dueto com a Lady Gaga.
Ah, e o Girl about town é o batom rosa usado pela Claudia Raia na novela que fez maior sucesso! E não pense, aaaaaaaah mas a Claudia Raia é branquinha… fica lindo em morenas e negras também! Como visto na Bey.
Eu, pessoalmente, colocaria na lista  o Show Orchid da MAC também, tenho e amo! Em mim, fica mais ou menos como esse batom que a Kelly Rowland está usando (aliás, se tivesse que chutar, diria que ela está usando o Show Orchid nessa foto).

Nudes/naturais

Os escolhidos foram o To the future, Peachstock, Jubilee, Freacktone e o Touch. Não conheço primos nacionais para nenhum deles! Mas…o 101 intense é excelente nude para morenas e negras e é bem parecidinho com o Hug Me da MAC, assim como o Teddy Bear da Maybeline, linha mate, que é o gêmeo Velvet Teddy da Mac, que também fica bem legal em peles morenas e negras!

Espero que tenham curtido! Ah, e aqui(clica!), tem várias dicas de maquiagem para pele morena e negra, com comentários que fiz sobre um vídeo do maquiador Divo Maycon Arêas;

Minnie Santos.

Exposição no Iguatemi Salvador sobre a luta contra o câncer de mama

Já falei sobre isso aqui, com informações coletadas por mim, fiz uma entrevista com a Paula do Mulherzinha (podem ler aqui) e vou, sempre, bater nesta tecla por quê é um assunto super sério, que não atinge só esta ou aquela, mas todas as mulheres, de todas as idades, e estamos vendo que alguns homens também estão desenvolvendo a doença. Mas, apesar do tom sério, de a principal causa de morte natural em mulheres no Brasil e uma das principais no mundo, venho falar de coisa boa. Com diagnóstico precoce e acompanhamento e tratamento médico, as chances de cura são muito altas! Por ano, no Brasil, em torno de 52.680 mil novos casos de tumor de mama são diagnosticados e 12.098 mil óbitos previstos. Somente na região Nordeste serão 8970 mil casos previstos: na Bahia teremos 2110 e em Salvador, 810. No entanto, fazendo o autoexame e com o diagnóstico no comecinho da doença, não há necessidade de participar destas tristes estatísticas.

E é para lembrar disso, falar da luta diária de muitas mulheres e chamar a atenção para a necessidade e importância do autoexame que o Projeto Repartir, junto com algumas mulheres guerreiras, abriram ontem uma Exposição, em pleno mês da mulher, no Iguatemi Salvador (Alameda Luiz Gama – 3º piso). Com o nome Toques de Vida, as fotografias estão ali para mostrar que a luta vale a pena, pode e deve ser vencida e que autoestima, apoio e força de vontade podem vencer até o impossível.

Vamos todos?

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