Projeto Less Stress More Fun!

Eu sou uma pessoa estressada. Muito. Infelizmente me levo mais a sério do que deveria. Isto posto, somado com a minha ansiedade conhecida de sempre e o estresse natural dessa nossa vida moderna, ando considerando muito seriamente parar. Não parar de trabalhar ou de viver, mas o oposto, viver e viver muito!  Mas quero muito viver bem. E parte importante deste viver bem é reduzir ao máximo os níveis de estresse. Para isso, a ideia é que todos os dias eu tenha alguns momentos de alegria. Não dizem que sorrir é um santo remédio?
minha eterna animação!

A verdade é que estresse todo mundo tem, por motivos diferentes, hoje em dia. Mas como eu sou suuuper ansiosa e somatizo tudo (além de ser um tico hipocondríaca), é importante ter um momento no dia em que faça um ritual de foda-se, ninguém vai morrer se eu tirar cinco minutinhos para dar uma risada. Tirar o peso realmente das coisas. O que é quase uma visto que estou há três dias tentando terminar este post. E vai indo assim, sabe? Pois ainda assim, tirar meia horinha para rir, especialmente antes de dormir. Sabe pq? Pq temos o dom de rever tudo o que aprendemos durante o dia enquanto dormimos. É ótimo para os estudos e péssimo para quem está remoendo alguma situação. Só garante acordar com dor de cabeça.


Então este primeiro post vai ter, na verdade, algumas dicas para reduzir o estresse:
– Faça bilhetinhos com situações ou frases engraçadas, para ir achando ao longo do dia.
– Assista alguma coisa realmente engraçada e que te prenda pouco antes de dormir
– Se não for assistir, pode ouvir música ou ler algo, mas tem que ser cativante e divertido!
– Faça uma lista com os elogios que já recebeu e mantenha por perto em momentos de descrédito
– Planeje as suas férias ou um fim de semana especial, ajuda saber que terá um descanso e bons momentos
– Se dê ao menos uma refeição lauta por semana. Se paparique!
– Em falar em se paparicar, no dia que vc sabe que vai ser estressante, ouça música, vá com uma roupa legal e sorria sempre! Ajuda a espantar o mau humor
– Dance sozinha! Pode ser com ou sem música, mas dance algo bem divertido, ao menos uma vez por semana
– Tenha encontros frequentes com os amigos. Festinhas e happy hours são ótimos anti estresse
– Se puder, almoce com calma todos os dias, se não, faça isso no café ou jantar
– Sua cidade tem praia? Pegue o caminho mais longo, mas dê uma passadinha por ela. Ver belas paisagens desanuviam um dia.

Será que conseguirei seguir todas essas regras? Como anda o seu nível de estresse?

Morte Súbita – J.K. Rowling

Este foi um dos meus presentes de aniversário. Desde o anúncio de que a JK escreveria para adultos, fiquei 
morrendo de curiosidade. E um misto de perda e ansiedade se abateu sobre mim quando comecei a ler o livro, em plena livraria mesmo, enquanto fazia hora. Decidi que queria ele de aniversário. E da lista que eu fiz, este foi o primeiro que eu li. Fazendo aqui uma de minhas muitas confissões, eu li muito mais pq era dela que por causa da sinopse, que eu nem li. O primeiro capítulo é curtinho e da cabo logo da tal morte súbita (ou uma Vacância casual, como sugere o título original).

O novo livro de J.K. Rowling, autora da aclamada série Harry Potter, que vendeu mais 450 milhões de livros pelo mundo, conta a história de Pagford e seus habitantes, que, após a morte inesperada de Barry Fairbrother, membro da Câmara do vilarejo, fica em choque. Você começaria a ler só por conta dessa “sinopse”? Pois é. Ainda bem que não li. E ainda tinha a causa mortis, que é um dos meus medinhos. Aneurisma é uma coisa tensa. Uma bomba relógio prestes a te transformar em não-existência novamente. Mas, com coragem, comecei a ler sobre Pagford, um vilarejo fictício no Oeste da Inglaterra. E foi difícil me afeiçoar à cidadezinha. Pagford era um desses condados que emancipou-se e ganhou ares de cidadela, com famílias muito distintas, pessoas de bem, trabalhadoras, de moral e comportamento ilibado… Até que a cidade vizinha (que sempre tentou colocar a vila sobre sua jurisdição), Yarvil, construiu um conjunto habitacional perto da divisa entre os dois territórios. E, mais adiante, um segundo conjunto, cheio de pessoas dependentes do governo e químicas, marginais, traficantes e todo o tipo de gente, veio para Fields, um assentamento que, pasmem, acabou sobre os cuidados de Pagford! Por mais de 50 anos a inclusão do bairro, mais uma clínica de reabilitação, e a convivência com pessoas saídas daquele lugar foram motivo de discórdia no Conselho Distrital, mas agora, Barry estava morto…

Foi difícil, como eu disse, me afeiçoar a Pagford. Talvez por não ter essa noção de cidade pequena (meus pais foram criados na, então, capital do Brasil, Rio de Janeiro – só mudou em 1961 😉 de que a comunidade controla a tudo e todos, esse falso moralismo de que todos devem ter uma vida corretíssima e que fulano é importante pq é filho de sicrano não me afete. Esses figurões estavam longe demais de mim, no subúrbio do Rio, para afetar a minha realidade. Cidade pequena a realidade é outra, né? Todos reparam na sua roupa, nos seus cabelos, no seu corpo… Outro probleminha inicial foi a quantidade de personagens. Como estamos falando de um vilarejo inteiro, são montes e montes de nomes. Daí levei um tempinho para engrenar… Não tinha tanta vontade de saber onde aquela briga política ia. Mas aí, apesar do livro ser adulto, na verdade, achei interessantíssimo para adolescentes. Foram eles quem revolucionaram o lugar, mexeram com a monotonia e são quem trazem ação ao livro. A ideia de JK, me parece, foi tão somente fazer um retrato da sociedade britânica, especialmente esta na crise. O começo é paradão, mas você se acostuma com a ideia de ver os dois lados da mesma ação. É engraçado procurar traços de HP neste livro; a não ser pela forma de escrever, não há nada mais que a pluralidade e diversidade londrina. De resto, é um vilarejo branco e conservador, com adolescentes rebeldes, que fazem sexo e fumam. Rola um palavrão aqui, outro ali. Coisas que me estranharam um pouco, no começo, mas que depois acostumei e comecei a achar, até, limpinho demais.

Resumo da ópera: o livro é bom. Não é o melhor que já li na vida (sabe como é, Tolkien e talz), mas não acho que a JK deva ser execrada como vem sendo. O livro é lento e modorrento no começo, pois mostra como a mesquinharia da vida cotidiana é lenta e modorrenta. A trama ganha ação quando os adolescentes ficam como foco central dela. Não atribuo a isto o conhecimento da autora da alma juvenil – que é notório – mas à forma como, na adolescência, há uma urgência em resolver coisas, em agir, fazer tudo acontecer logo. Precipitado, talvez, mas mais honesto, mais visceral. Alguns finais são previsíveis, alguns te deixam ansioso, mas o que mais gostei é que, ao contrário de HP, ela não quis um “Felizes para sempre”. É um recorte na vida da comunidade e apenas isso. A imaginação deve contar o futuro, não ela. Nem tudo se resolve e gosto disso. A vida continua e, nem sempre, tudo acaba bem.

Novidades Impala e Jade!

O mundo “esmaltístico” andou meio paradinho, mas as novidades estão voltando!Agora, Impala e Jade que atacam!A Impala vem com a coleção anos dourados, que vem inspirada na década de 50, jura que quer trazer para os dias de hoje, o glamour da diva Audrey Hepburn.Vem com quatro cores :Biquíni de Bolinha, um amarelo cremoso; Matinê, um verde pastel cremoso; Mão Boba, um vermelho com acabamento “high gloss”; Cinturinha, rosinha claro cremoso – e uma cobertura de bolinha preta, como um esmalte com glitter, o Paetê Preto.A pink casa da manicure declarou no face que a previsão para chegada da nova coleção  nas lojas da pink é 30 de janeiro. Sem previsão de preços ainda.

E outra que veio com novidades é a Jade.Depois daquela coleção maravilhosa de holográficos deles, eles atacam com mais três em cores inspiradas no verão.E como não concordar?O que tem mais a ver com verão do que esmalte holográfico?Sinceramente que para mim, a Jade tem a coleção mais linda do mercado nacional. Se tem uma marca q eu aposto que pode trazer os “super holográficos” como os antigos nfuoh  para o Brasil é ela! Aguardando e sonhando….enquanto isso, não acho ruim que eles aumentem a  linda coleção! A Jade promete liberar mais infos com o tempo na página deles do face!

Black Power: uma questão de estilo?

Adoro essa palavra, estilo. Todos têm o seu. Mas o que influencia esse estilo? Em quem ou o quê se espelha? Qual imagem quer passar? Segundo o dicionário, Estilo: s.m. Maneira particular de escrever, de exprimir o pensamento: trabalhar o estilo. / Conjunto das qualidades características de uma obra, um autor, uma época: o estilo romântico, móveis de estilo. / Modo de vida; procedimento, atitude, maneira de ser: não é de seu estilo agredir quem quer que seja. / Uso, costume, hábito, modo: vestir segundo o estilo da época. / Ponteiro com que os antigos escreviam sobre tabuinhas enceradas. / Ponteiro do relógio de sol. / Botânica. Prolongamento do ovário que suporta o estigma. // Estilo internacional, arquitetura funcional, de formas cúbicas e sem ornamentos, criada por Le Corbusier, Gropius, Mies van der Rohe, por arquitetos do grupo De Stijl etc., e que foi adotada em numerosos países no decurso dos anos 1925-1945. O que se assemelha mais ao nosso interesse é modo de vida e uso, costume, hábito. Tão vendo como estilo é uma ideia construída? Para os Estudos Culturais, toda relação nossa de cultura (e a forma como depreendemos o mundo) é mediada pela televisão, cinema, rádio, revistas – fazendo um resumo BEM geral. 
Minha musa inspiradora
Aí, voltemos à ideia de estilo. Música não é estilo, é gênero. Sempre escutamos/falamos qual estilo de música você gosta, como um resultado não só o gênero que você ouve, mas do estilo de vida associado a ele. O que também implica que responder samba indica um estilo, rock remete a outro. E é mesmo engraçado quando descobrem que eu escuto Metallica e Iron Maiden para me concentrar no trabalho (tão bons quanto música clássica, segundo estudos). Rola Angra e AC/DC tb, mas não vem ao caso. É que este não é o estilo que eu transpareço. Talvez me vista ou tenha interesse em coisas que sejam mais cara de MPB ou música negra
Black is beautiful
Minha irmã me perguntou ontem, depois de me apontar que eu estava fazendo algo próximo ao bullying com uma pessoa (sabe aquela coisa de um grupinho colocar apelido – mesmo que não usado para se dirigir à – na pessoa por causa da aparência?, pois), o que me deixou bastante envergonhada (ah! A maldição do grupo… o povo é mesmo uma prostituta que se vende a preço baixo?), por que então e vivo recomendando às pessoas que larguem seus alisamentos. Isto porque pensei em, no final das contas, que o problema maior da vítima em questão era justamente um alisamento mal feito, que não só detonava com o cabelo, quanto não lhe dá uma textura muito natural. Sugeri que ela parasse de alisar, que provavelmente ela ficaria mais bonita com o cabelo natural (pq sim, quem tem a pele mais clara/sarará tb fica bem com cabelo crespo, não só as de pele escura).
Mas continuei com a pergunta na cabeça: pq a pessoa não deve alisar? Toda pessoa é obrigada a manter o cabelo do jeito natural? Afinal não é opressão do mesmo jeito? Fiquei pensando. A opressão é do outro lado, não? A necessidade de ser alisada, de se mesclar, se adequar… Aliás, procurando imagens, achei um blog ótimo, Ame seu Crespo, com um post sobre o óbvio: meu cabelo não é liso e isso é ok. Mas voltando, ter o direito de alisar ou não é o que as muçulmanas chamam de a opressão do ocidente. Achamos que elas são oprimidas com a burca (e o são, vejam bem! usar roupa pra evitar estupro é coisa q nenhum animal bestial faria), mas elas enxergam nossa necessidade e limitação com tipo de roupa, com o corpo, com a aparência é um outro tipo de opressão. A ditadura da beleza está aí e é cruel. Muito cruel. E essa nossa vontade de alisar pq pode ou se sente mais bonita, é fruto dessa ditadura. Me vem à cabeça a pergunta: “ah! então quer dizer que você vai abrir mão de toda tecnologia e morar numa tribo?” Não. Mas isso não significa que toda tecnologia é boa, nos faz bem, é útil! Usamos CFC por anos. Isso quer dizer que é bom? Podemos passar sem ele, não?
Insisto no questionamento de antes: o que é essa liberdade de fazer o que quer? Se fazer o que quer pressupõe usar este ou aquele produto, mas ainda assim consumir? Usar permanente ou relaxante ou progressiva, mas ainda assim alterar o cabelo? De onde vem essa necessidade de alterar o fio? Pensando numa resposta, acho que o direito de alisar ou não os fios é muito complicada. E a adaptação a estilos que não são os nossos, também, pq são padrões de beleza que não são os nossos. Sei que já falei nisso no post da Cadivéu, querer alguns tipos de corte e textura ainda mostra um interesse em padrões e imagens/texturas que não são os nossos. Se havia uma vantagem na vida tribal é que não havia o stress imagético de uma outra mulher, com outro padrão. Acho engraçado aqueles programas com as mulheres girafas (que põem anéis no pescoço) em que eles se chocam ou acham engraçado que elas se achem mais bonitas e que achem feias mulheres sem os anéis. É a cultura deles. Mas, lembra que cultura é construído? A nossa, simplesmente, é diferente. A diferença é que, no caso deles, elas não vão dicar deprimidas e se achando ridículas por não pertencerem a este padrão branco. Nem nós devemos ficar tristes e correr para colocar argolas no pescoço.
Estou dizendo que, com isso, todas devem fazer como eu e parar de alisar? Não. Até pq, cada cabeça é um mundo e cada um sabe onde lhe aperta o calo. O meu é o meu peso (e meu joelho doente e meu joanete…). Acordar, se olhar no espelho e se achar um lixo é uma sensação horrível, que eu não recomendo a ninguém, autoestima é uma das coisas mais importantes na vida e serei eterna batalhadora da imagem positiva pessoal. Acho que todos têm direito de se verem lindos no espelho (sem com isso precisar diminuir o outro. é amor próprio de verdade, sabe?) e de se amar, se arrumar, se enfeitar (conceito inerente a toda e qualquer tribo ;), mas sem tentar ser outra pessoa. Vou morrer achando que cabelo crespo não dá trabalho (ou ao menos mais trabalho que ter que ir em salão retocar, fazer cauterização, massagem, controlar os estragos da química, etc) e que o day after não tem que ser igual, nem precisa molhar todo dia: é só aceitar a textura e a resposta do seu cabelo, ele é assim! Leiam o post que falei do Ame seu Crespo. Sem querer se espelhar em alguém impossível. Procure modelos de amor, autoestima e perseverança em pessoas semelhantes, próximas. Nada de pensar que só as celebs podem. São justamente as “pessoas comuns” que devem te inspirar, pois passam pelos mesmos problemas que você. Também não estou, novamente, chamando ninguém de alienado. Quem lê este blog eu sei que é tudo, menos isso. Só espero, de coração, que as pessoas possam se ver lindas longe de todas estas imposições sociais. E sejam felizes pacas!

Sou bonita pra Caramba, não uso Cadivéu!

E parece que o dia de ontem foi o dia de Combate ao Racismo! Ao menos na minha vida… Quem já leu, pode pular, mas para os que não, ontem escrevi este texto no Facebook:
Existem algumas coisas engraçadas sobre o RACISMO. Uma delas é o medo de falar sobre. A outra é a dificuldade que algumas pessoas tem de perceber o quanto são racistas, seus comentários são racistas, mas que passam disfarçados de “falta de costume”, de “normalidade”, de “brincadeira”…

O que me anda fazendo pensar se não é pior este, o racista que se esconde sobre uma barreira de normalidade. Comentários como “eu não costumo andar com essa gente” me chocam. O racismo me choca. Especialmente quando ele vem de onde eu não esperava. Quer dizer. Por que eu não esperaria? 


Algumas das noções de mundo, da divisão entre com quem eu ando, quem eu sou ou o que eu tolero, são bastante permeadas pelas noções de classe (e, aqui no Brasil, impossível dividir classe de raça). Daí que, um mesmo comportamento, pode ser tolerado caso tenha vindo de um branco, arrumadinho, bonitinho. Mas se ele for negro, pobre… Nem pensar!! Eu não me misturo com essa gentinha. “Ah, mas o cara nem era negro, era moreno claro”…

Ainda não consigo passar por certas decepções sem achar que o mundo deveria ser mais azul… Definitivamente não é fácil. Luto todos os dias, preciso provar todos os dias, um valor que me deveria ser dado por direito. Mas tem dias que a batalha machuca, como hoje. 


Hoje me trouxe lágrimas, mas só prova que eu preciso continuar. Eu sei que já falei em deixar passar, mas não dá mais. Se você tem vergonha de ser racista, é relativamente simples. Não seja! Preste atenção aos seus conceitos. Mude. É mais fácil falar daqui, do meu lugar de fala, onde sou obrigada a repensar os conceitos vigentes, pq eles não me contemplam.

Deve ser, realmente, muito mais fácil ser branco, hétero, ter olho claro, classe média… Ter certeza de que meus filhos também serão brancos, héteros e de olhos claros… Não vou dizer que se fosse branca pensaria igual ou diferente. As situações e a criação mudam as pessoas. As amizades, o esclarecimento, olhar o próprio umbigo…

Num dia como hoje, em que a Cadivéu está apanhando no Facebook por conta da sua ação no mínimo de mau gosto, afirmo que gosto muito desse mundo, mas ando chocada com o quanto ainda precisa mudar.

Enorme, eu sei. Mas é desabafo, sabem? Tinha visto pela manhã um monte de comentários na fã page Meninas Black Power de “Eu não preciso de Cadivéu” e posts de autoafirmação. Como estas questões me são muito caras, fui fuçar para ver do que se tratava e achei este álbum na página da Cadivéu. A brincadeira, por mais que soe inocente, está arraigada em todo o histórico do homem cordial brasileiro, da terra onde não existe intolerância, onde o racismo é mito… onde tudo é disfarçado e colocado debaixo do pano ou tratado com panos quentes. A enxurrada de comentários negativos fez com que, horas depois, a dona da empresa se pronunciasse, falando que não estava ofendendo ninguém se todos que iam ao stand da empresa na Beauty Fair riam e adoravam. O racismo nosso é tão entranhado em nossa pele, que nem sabemos mais reconhecer quando o somos. Tudo fica “leve” se for uma piada. Só que brincadeiras não descartam todo o histórico de violência, humilhação e preconceito que sofremos. Para a marca, colocar a peruca e dizer quem precisava mudar pra ficar bonita é apenas engraçadinho.
Não gosto do merda, mas essa imagem bombou ontem no Facebook
Como os protestos não cessaram, inclusive gerando páginas como o tumblr Não preciso de Cadivéu, um vídeo (cabelo bom é cabelo liso?) e posts e páginas no próprio Facebook por aí. E isso fez a segunda resposta, dessa vez pedindo desculpas. Juntei alguma coisa da minha experiência com crises e comunicação na internet (afinal, trabalho com isso) e dei algumas dicas. Tem mesmo algumas pessoas que foram nos posts só para dizer que eles estavam errados e que não tinham nada que existir. Esse tipo de discurso não resolve. Mas acho importante que as pessoas percebam duas coisas: que negros unidos podem sim brigar pelo respeito à raça; que humilhar e ofender, mesmo que em tom de brincadeira, tem consequências. Confesso que não sei pq essas imagens, que são da feira em setembro, foram ser descobertas agora. Mas acho legal ver que essa movimentação está acontecendo.
Quanto ao meu desabafo, só se colocando do outro lado, né? Digo que tem várias coisas que eu recomendo, algumas até que eu já coloquei aqui, como Eu Amo meu Cabelo e a música linda da Esperanza Spalding, que fala sobre a África que não está nos livros de história. A que tem reis e rainhas, que é desenvolvida, que tem mais do que miséria e Aids. Vejam o vídeo e reflitam. 

Projeto 30 por 60!

Quem frequenta o blog sempre já deve ter notado que andamos em falta com o blog. Eu confesso que eu ando em falta com a vida, na verdade, e é aí que entra esse projeto! Estou em falta com algumas coisas, como alteração do layout, por exemplo. Mas ao menos está de marca nova, vai… kkkkkkkkkkkk Para começar a colocar as coisas nos eixos (e manter a movimentação no blog), resolvi desenvolver alguns projetos para 2013. Um deles é este que apresento hoje, o 30 por 60. Causo é que, ano que vem, as duas beldades que blogam neste endereço farão 30 anos. E desesperos balzaquianos à parte, andei pensando no quanto eu gostaria de mudar minha postura com relação à vida mesmo. E um dos passos é me jogar, de verdade, e manter o compromisso de sempre mexer o corpo. Comecei a me preparar para as corridas de rua. Começo treinando sozinha, na verdade, recuperando o fôlego, para depois entrar num clube de corrida. A primeira meta é correr o Circuito 4 Estações da Addidas, que começa final de março. Até lá, espero conseguir correr 5km sem morrer. E me deu a ideia tb de treinar para triatlon, que é um esporte bem completo.
Como esta semana eu fiz 29 e já estou mesmo num projeto (que meu horóscopo indicou que eu deveria abraçar uma pessoa por dia este ano), resolvi me jogar em outro. Como ter metas é uma das coisas que move o mundo, saí, hoje mesmo, com a 30 por 60. Meu objetivo? Perder 30kg e chegar aos 30 anos pesando 60 kg. Para registrar, esta sou eu no começo:
A foto é de setembro, mas pouco da minha silhueta mudou de lá para cá. Alguns leitores mais antigos podem se perguntar: Ué, resolveu emagrecer? Quer ficar slim? Na verdade, não ficaria magra com 65kg. continuaria na lista das plus size e vestiria 42-44. Tudo bem que o nome do projeto é 60, mas bem sei que ficar com 60kg é irreal pra mim. Ia ficar daquelas neuróticas por dieta, viciadas em academia, bulímicas ou anorexas. Tudo que eu sempre combati na vida. Como o que eu mais quero, mesmo, é ficar saudável e parar de sentir dor nos joelhos por conta do peso, não tenho nenhum plano de plástica, por exemplo. Saúde. Comer direito, largar os lanchinhos e petiscos, não comer mais meia pizza no jantar de sexta… Nem chocolates, balas, biscoitos… O maior desafio é o biscoito, que no trabalho é livre… E combater a ansiedade. Me acompanham nessa?
Bjks
Mabs

Batons Artdeco e Catrice e um dupe nacional!

A cor do ano é Esmeralda? Pode até ser, Pantone, mas na minha caixinha, o babado é outro! Vamos começar o ano falando de uma cor que eu AMO! Tá, acho que se vocês forem olhar bem as últimas fotos de esmaltes e batons, vão notar um predomínio do fúcsia. Ando VICIADA nessa cor! E ela é tão democrática, que acho um absurdo não ter usado antes! Pedi para amiga Rafa mandar da Alemanha um batom lindo, da linha da Dita von Teese para a Artdeco. E mais algumas coisinhas, claro. Depois de uma novela com ares mexicanos para ele chegar até mim, apresento a vocês dois dos meus novos xodós: o 637 Artdeco – Dita von Teese e o Catrice 160 – Tell me a Berry Tale.

No sol, na sombra e com flash

O Dita é um rosa mais queimadinho, mas ainda na casa dos fúcsias, tema deste post. É um tom diferentoso, que confesso estar com dificuldade de puxar um dupe assim, de cabeça. Testei o cor 42 da Vutl, mas ele é mais escuro que o Dita. Já o cor 19, também Vult, parece o primo irmão do Catrice. Uma boa pedida para quem quer um batom fechado como os vinhos sem perder a diversão dos tons de rosa. Esse é lindão e não sai mais da minha bolsa.

No sol, flash e sombra

Além deles, também comprei uma sombra roxa/vinho como o batom da Catrice. Amo mesmo esses tons de berries, fúcsias e roxos mais encorpados. Acho que tenho uma sombra assemelhada na paleta da Sleek, mas quando eu vi a imagem dessa Kiko, precisei comprar! Fechando a encomendinha, pedi também um lápis de olho. Os da Catrice custam 1.90€, ou seja, barateeenho. Infelizmente, só pedi o azul.

Ele é lindo, fácil de esfumar e, apesar de levar um tempim pra secar, fixa legal e é até chatinho de tirar. Recomendo super para quem estiver de bobeira numa farmácia gringa ou puder encomendar. Agora eu quero outras cores dele! rs

Favoritos de 2012 – Mabia

O primeiro post de 2013 vai ser uma recapitulação do que eu mais usei no ano! E olha que eu nem sou dessas de comprar muitas coisas para muitas coisas (a não ser sabonetes, que tenho vários e creminhos para o rosto e corpo)… Acaba que, antes de pensar mais elaboradamente nisso, já estava nessa vibe linda capitaneada pelas espertíssimas do Oficina de Estilo: Consumo Consciente – na verdade elas chegaram na iluminação de pensar em substituir consumo por autoestima. Vamos seguir a regrinha na prática este ano? Mas, voltando à minha lista, eis os produtos ou coisas que mais me prenderam a atenção em 2012 e que vou trazer para este ano:

Batom Nude

Quem diria que eu, sempre louca por batonzão chamativo, entraria numas de ter, ainda por cima mais de um, batom cor de boca? Sempre tive medo de parecer morta, ficar sem graça, ser muito comedida… Parece que a idade vai aumentando e o radicalismo diminuindo mesmo, né? E o queridão do ano foi, sem dúvida, o batom cor de boca matte da Natura. Usei ele tanto que quase fiquei nude igual. kkkkkkkkkk Ele não é absurdo de seco, espalha bem e seca com o tempo na boca. Gosto bastante da cor, acho que ele funciona em vários tons de pele, mas, claro, sem ter a cor da boca mesmo, né? E como eu desbotei mesmo, não sou referência para peles mais escuras.

Sombra Smog, Urban Decay

Outra coisa que eu usei até não poder mais foi a Smog! É a minha cor favorita entre as sombras da paleta da UD, NYC. Demorei anos para comprar, mas era daquelas coisas tinha que ter, sabem? Então… E como é um marrom dourado, é super fácil de usar, seja lá qual tom de pele você tenha. 

Máscara de cílios Magnify

Na verdade, este ano foi minha grande descoberta, talvez, do poder de uma máscara bem aplicada! Se a Super Extend era o meu xodó em 2011, este ano as coisas foram magnificadas! O babado mesmo é o pente, cheio de dentinhos fininhos, que faz com que cada um dos meus muitos cílios fiquem penteados e coloridos, dando mais marcação aos meus fofinhos. Sei que sou privilegiada de não precisar nem de volume, nem de comprimento, mas essa máscara deixou meus cílios ainda mais poderosos. E por R$15,99 na Avon. 😛

Batom cor 38

Outra compra dos deuses em 2012! Me fez ficar em paz com os esmaltes rosas, especialmente os da Vult. A verdade é que o ano foi dos rosas (como vou mostrar depois no post sobre uma encomendinha gringa). E também o ano foi de abraçar o meu cabelo e toda uma negritude de final dos anos 1970 e começo dos 1980.

Esmalte holográfico da Jade

Foram a sensação do ano e eu não poderia passar sem eles! Comprei só três cores, mas teria as cores todas do mundo, se pudesse. Mas o amor total mesmo é pelo dourado. Outro esmalte que tem rolado muito é o Madonna da Impala. Amor total naquele vermelho. Aliás, fiz filha única dele com o dourado da Jade pro Réveillon. 😉
E vocês, o que mais usaram em 2012?

Desejo um 2013 Maravilhoso!

Desejamos, na verdade. Apesar do super abandono no blog nos últimos meses, pelo qual só posso pedir desculpas, o grande sonho é levar o blog para um novo nível em 2013. Passei mais de dois anos sem computador, usando emprestado daqui e dali, com todas as limitações de não ter uma máquina própria. Pois este ano me dei um Notebook de Natal. Um presente para mim mesma, uma ferramenta de trabalho e, por que não, uma prova material que o esforço e o trabalho do ano valeram a pena. Este é um dos pontos para 2013 também. Parar de reclamar do que me falta, começar a resolver, aos poucos, e me dar o que eu quero e necessito.
Então fica o desejo de em 2013 você não procrastinar, fazer. Sejam felizes, comecem a subir os degraus para a realização dos seus sonhos, se dediquem, se empenhem. Corram atrás. Cuidem da sua autoestima. Ninguém te ama mais que você mesm@,logo, tenha amor próprio, se valorize e respeite, se cuide e se descubra lind@, do jeitinho que você é. 
– Comprar uma câmera semi-profissa (D90, talvez)
– Conseguir organizar melhor o meu tempo
– Voltar a fotografar
– Investir num curso de oratória
– Aprender a fazer trança nagô!
Qual a sua lista de realizações para o ano que vem chegando?
Beijos e um 2013 excepcional!
Mabia & Minnie

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