Então… Ontem foi uma odisséia em minha vida… digna de Ulisses mesmo. Fui na unidade de Salvador do
Beleza Natural. Meu Deus que inferno!! Mas eu sou mesmo chata e topo uma experiência ruim até o final, dando chance da pessoa / marca se redimir… Como eu me arrependo!
Antes de começar a narrativa, devo deixar algumas coisas bem claras: Gosto muito da história de vida da Zica. Sua força, superação, força de vontade. Não atribuo os problemas à ela ou à sua imagem. Nada de pessoal ou ainda contra toda a instituição. Até porquê, não tive acesso a todas as filiais, só a esta. E devo também falar do processo todo. A química é mesmo mais fraca, hidróxido de cálcio, e as meninas têm cuidado com o tempo de ação. Na minha irmã foram só dez minutos. Mas não concordo com o pente. Enluvar o cabelo seria melhor…
Da jornada, então. Eu cheguei no salão às 9:45h aproximadamente. Não tenho ao certo pq só olhei no relógio depois. Peguei uma senha, 420. Tavam chamando a 325 (tb valor aproximado). Lembro que eram menos que 100 pessoas no primeiro painel. Entramos e ficamos esperando nos chamar. Uma funcionária nos abordou, perguntou se era a primeira vez, disse que sim. Ela nada mais disse. Mas vi que rolava uma movimentação para testar o cabelo. Com mais de uma hora de espera, vi que o número da minha senha estava ainda longe de ser chamado para a divisão do cabelo e que muitas mulheres ainda esperavam. E nada da tal avaliação. Fui na recepção averiguar. Descobri que, ao entrar, você pega a senha e paga o procedimento. No ato! Antes de fazer!!!! E que é nesse momento, quando vc entra, que vc diz que é primeira vez e é colocado numa fila pra testar. Vi que a minha senha seria a próxima, se a mocinha lá do começo tivesse me avisado como que funcionava a coisa. Tive que conversar com mais três funcionárias até resolver a pendenga. Todas atenciosas, à excessão talvez da primeira. Feito o teste, explicado o procedimento, qual a química, como é o passo-a-passo todo, já tínhamos quase duas horas lá dentro. Ou seja, quase meio-dia. Repararam que eu levei duas horas só pra que testassem o cabelo?? Se a resposta fosse não, seriam duas horas jogadas fora, certo??
Foi por essa fase que fizemos nossa primeira “amizade de salão”. Dejeane (acho que era esse o nome), uma mocinha novinha, 18 anos no máximo, que estava sozinha e com uma senha ainda depois da nossa, mas próxima. 434. Era a terceira vez que ela ía ao salão. Segundo ela, sempre cheio, mas nunca tão demorado quanto ontem. O tempo foi passando, o tempo foi passando. Saímos do salão, cujo ar-condicionado central fazia frente à minha camiseta regata. E fomos procurar um lugar pra comer. Aqui, devo falar do entorno no Largo do Tanque, o local onde fica o salão. É um lugar de alta rotatividade de carros. E só. Em volta tem uma agência bancária, uma Igreja Universal e dois postos de gasolina. É uma rótula, que dá acesso à vários bairros e liga duas partes da cidade. Acertou quem advinhou que não é muito bom de andar… Não tem nada em volta, menos ainda pra comer, e só no tempo que ficamos lá foram rolaram três furtos do tipo “batedor de carteira”… ¬¬ AH! No salão não tem cantina, lanchonete nem algo que o valha. Só água e café. Mas parece-me que seria exigir muito se o tivessem…
Depois do meu almoção de uma lata de Fanta Uva e um desses biscoitos tipo aperitivo, voltamos pra dentro e finalmente, às 14h minha irmã teve o cabelo dividido. É. Isso mesmo que vcs leram. 5 horas jogadas no lixo, em um sábado de sol em Salvador, sentada numa cadeira esperando ser atendida. E nem tv tava rolando. Só ligaram depois do Jornal Hoje. Daí a coisa ficou mais “rápida”. Às 16h finalmente chamaram a senha 420 e minha irmã foi fazer a química. Fiquei em cima. Preocupada de dar corte químico e com o tempo do treco ser demais e ela ficar com feridas na cabeça, alisar demais o fio… Essa parte foi até o light. A cabeleireira me ouviu, viu que o couro da minha irmã é muito sensível e a coisa toda foi muito bem.
Aqui preciso fazer outro adendo. Em casa presamos muito o cabelo. Usamos relaxante há bem uns 10 anos. Química em geral, uns muitos vai. Minha mãe usava antes de nós, oras… Eu uso desde os cinco, creio. Mais frequência depois dos oito. E minha mãe sempre leu, se informou, fez até um curso de cabeleireira. Sempre cuidamos muito dos cabelos. Ele é naturalmente ressecado, logo fazemos hidratação sempre. E com bons produtos. Minha mãe fez um tratamento médico que poderia ter dado queda de cabelo, mas do tanyto que tratamos, não ficou careca, só um pouco menos volumoso. Nosso cabelo é bem tratado. Não cairia nem deixaria de cachear por conta de excesso de alisante ou de falta de cuidados.
Empolgadas com o resultado, fomos pra fila do corte de cabelo. Estava sem forma, precisava dar um “jeito”. Eles têm um menu de cortes muito bonito. Pensando em retirar as pontas, que sofrem com o tempo e também para deixar o cabelo saudável, optamos pelo corte de número 3, esse aqui:

Lindo, né? Pensei até nele pra mim, mas achei que, além de ficarmos mais parecidas ainda, não tou segura de cortar o cabelo… Minha irmã tem o rosto muito bonito. Ela fica linda de curtinhos. Ela usava uma versão mais comprida do
corte 2. Enquanto olhávamos os cortes, escolhíamos, conversávamos com mais gente (dessa vez uma cética, que queria se livrar da prancha e voltas aos cachos, mas que já fez mto tratamento nessa vida e não acredita em milagre. E que também estava desde cedo na rua, ela sem nem lanchinho e morrendo de ódio da morosidade do atendimento), vimos uma fila com quinze pessoas esperando atendimento e só duas cabeleireiras disponíveis. Resultado: mais duas horas pra esperar que cortassem o cabelo. Finalmente vez dela. Ela diz qual o corte. A cabeleireira diz que vai tirar pontas de química e fazer uma versão mais curta do corte escolhido. Tudo bem. Essas pontas teriam que sair mesmo, então que fosse pelo bem do resultado final. Eis que, na pressa e rapidez, minha irmã acaba com esse corte:

E aí? Acharam diferente?? Na hora, eu nem soube o que dizer. Só vi o quanto tava ficando curto em cima quanto ela cortou a primeira mecha. Já não tinha mais jeito. Cabelo não se cola no lugar… Ela chorou, óbvio. E eu ainda sem saber o que fazer. Saímos de lá nos sentindo lesadas. Pagamos 25 reais pra cortar o cabelo. E num salão onde as profissionais são especialistas nesse tipo de cabelo, os crespos. O corte não é ruim, nem ficou feio nela. Mas não foi o que ela pediu! E tentavam nos acalmar, dizendo que foi tudo culpa nossa… ARG!!!
Das horas, 10!!!, que passamos lá dentro vimos muitas coisas. A falta de organização: por vezes tinham só duas ou uma pessoa atendendo em determinado setor, justo os que mais demoram e os que mais podem ser agilizados, como a divisão de cabelos e o pentear. A falta de funcionárias trabalhando: só três pessoas responsáveis por corte, pintura, sombrancelha e afins. São muito poucas profissionalis para a quantidade de pessoas que eles atendem por dia. Uma das que aplicam a química, às 16h, “comemorou” ter atendido a 12ª cliente. Duvido que elas atendam, em dias de sábado, menos que 15. É muita gente, em pouco tempo, já que elas afirmam trabalhar em turnos, manhã e tarde. Falta também um serviço de apoio, com lanche, cantina, cafeteria, qualquer coisa! Se o atendimento vai demorar, isso precisa ficar explícito desde o começo! Cheguei lá pensando em sair às 14h. Às 16h seria o máximo tolerável!!! Mais só saimos às 19H!!! E ainda demos sorte de conseguir uma carona pra casa. Ali é ruim de transporte e teríamos que ficar “na sorte” no ponto ou pior: voltar de táxi!
Não ponho a culpa do que houve em nada mais que o cansaço. Meu e da minha irmã, afinal fomos almoçar às 20h. Dos funcionários do salão (tinha gente que estava lá trabalhando quando eu cheguei e saiu junto conosco e outras ficaram). E especialmente falta de preparo. Eles não imaginavam que ía dar tanto movimento na véspera do dia das mães??? Perto de dia de receber salário??? Que gerência é essa??? E nada de tentar resolver nosso problema e sim minimizar as coisas…
BIG FAIL ESSE…