Hoje, 28 de janeiro de 2009 o google colocou um botão especial, em homenagem ao Pollock. Seria o 97° aniversário do rapaz…
Não vou dizer que gosto das obras dele… Essa coisa da Teoria do Caos ainda me consome… (um quadro que parece feito com giz de cera e que custa um milhão de dólares) Sei que eles têm técnica, mas sei lá… ainda parece que se eu criança fizesse sairia menos… caótico… huaihauiahia
Como agora trabalho com artes, visuais em geral, acho que cabe falar sobre o polêmico Pollock. E o trabalho dele é bom. Tem textura, cor, impacto sobre o que se vê e a forma como se vê e se produz… Acho importante mexer sempre no que é considerado arte, pois ela precisa expressar o que se sente e sua ligação com o gozo estético e não seguir fórmulas… Nisso o Pollock foi genial.
Cabe lembrar a piada em Miami Vice (o filme), do tiro na cabeça e o sangue na parede… 🙂
O que segue é retidado do Portal Artes:
Polêmico, irrequieto, perturbador, diferente… São apenas alguns qualificativos que se pode atribuir a Jackson Pollock, expressionista abstrato americano, cuja vida tumultuada acabou marcando profundamente a história da arte moderna. Entre a pintura e o jazz, Pollock viveu emoções que o levaram da depressão ao êxtase e terminaram por transformá-lo em um alcoólatra. Aos 44 anos, quando voltava dirigindo embriagado de uma festa, morreu em um acidente de carro. Ele simplesmente chocou-se com uma árvore. Há quem sugira que, propositalmente, provocou o acidente. Nunca saberemos com certeza.
De uma família com vários artistas, Pollock diferenciou-se imediatamente pelos seus métodos. Suas telas, imensas, eram pintadas antes de serem estiradas. Isso permitia que o artista praticamente caminhasse sobre a tela, fazendo parte dela durante o processo de pintar. Também essa pintura era diferente. Deixava a tinta escorrer de latas furadas ou as espalhava-as de outra forma, usando pedaços de madeira, ferramentas, escovas de dente, espátulas e outros processos, abandonando definitivamente o pincel. O resultado é marcante. Ver é deliciar-se.

O fato de permitir que a tinta manchasse a tela à partir de latas furadas não faz com que a pintura de Pollock seja fruto da casualidade. “Quero expressar meus sentimentos mais do que ilustrá-los… Eu posso controlar o fluir da tinta; não há acaso, assim como não há começo nem fim”. Depois de enfrentar a recessão na década de 30, o pintor viu os Estados Unidos serem invadidos por artistas europeus fugindo da guerra. Encontrou muitas dificuldades para vender os seus quadros nesse período tumultuado e acabou criando uma dependência do álcool que terminaria por matá-lo tempos depois. Mesmo em dificuldade, Pollock nunca deixou de ser um inovador: misturava areia e vidro moído na tinta para obter efeitos especiais.
Pollock é considerado um dos mais importantes personagens da pintura pós-guerra e sua morte trágica e imprevista o tornou famoso em todo o mundo. Já o era, antes de morrer, apesar de nunca ter saído dos Estados Unidos. Adolescente com problemas escolares, desde cedo se envolveu com o álcool e jamais conseguiu libertar-se dele. Fez tratamento psiquiátrico algumas vezes, mas sempre retornava ao vício. Na década de 40 conheceu Lee Krasner, pintora abstrata com quem se casou e que o apresentou a pessoas importantes no mundo da arte. Lee abandonou praticamente sua carreira para dedicar-se a Pollock, ajudando-o na luta contra o álcool. Por causa dele foram morar em um local afastado, procurando criar melhores condições nessa luta. Apesar de todo o esforço, o artista sempre retornava a bebida. A separação acabou acontecendo e foi mais um motivo depressivo para o artista.
eyes in the heat
O método do artista de pintar caminhando ao redor da tela e mesmo sobre ela tornou-se conhecido como “Action Paiting”. Os seus gestos dramáticos no ato de usar as tintas, o abandono tradicional de cavaletes, foram atitudes revolucionárias. O seu nome é um marco na pintura pós-guerra não só americana, mas em todo o mundo. Sem dúvida alguma, ainda é um dos pintores americanos mais influentes dos tempos atuais. As suas pinturas perdem força quando olhadas através de fotografias, o que acontece muito freqüentemente com alguns pintores. Às vezes acontece exatamente o contrário, mas não é o caso. O primeiro vislumbre da fama para o artista veio através de fotografias dele trabalhando, da forma enérgica dos seus gestos no ato de pintar. Há uma certa dramaticidade nessas fotos que realmente impressiona.
“Quando estou a pintar não tenho consciência do que faço. Só depois de uma espécie de ‘período de familiarização’ é que vejo o que estive a fazer”. Talvez tenha sido assim também com a vida real, com os seus movimentos do dia-a-dia. O gênio nos enche de admiração e nos deixa um grande legado. O homem nos passa a impressão de que, fora a arte, a vida foi uma grande tentativa que não deu certo. Embora não possamos julgar se isso de fato tem alguma verdade, é essa a emoção que nos passa.
Blue (Moby Dick)
Ed Harris, em 2000, fez um filme em que conta a vida e a polêmica do pintor. É uma boa pedida.