Moda masculina – Se preparando para o inverno 2012
Na vibe de NI, o visual do JC é essa coisa skatista que trabalha com desing, sabe? Arrumadinho pq vai topar com um cliente, mas ainda assim, super (sub)urbano. No guarda-roupas dele sempre peças da C&A, Renner, Hering, Converse. No primeiro look temos um oxford nos pés. No segundo o destaque é para a calça cáqui de barra dobrada.
Dos dois looks mais inverno, no primeiro temos um cardigã masculino! Para quem acha que só mocinhas delicadas podem usar a peça, eis aí um negão black power desconstruindo essa imagem. No segundo, o casaco faz camada com a camisa xadrez. Dá pra aproveitar e brincar com a estampa da camiseta de baixo.
No blog do JC descobri o Eric D. e o Moda para Homens. Todos dois são bem acessados, super estilosos, sendo que o MpH funciona como um portal, quase, lá dentro do Vírgula. Já o Eric é um novaiorquino super estiloso.
Já tinha falado de camadas ali em cima, né? Sobreposição é super tendência de inverno. Nessa da foto está tudo liso, que tal brincar com estampas e padronagens, como xadrez e listras?
Outro cardigã. Abertinho ou fechado, tanto faz. O casaco usado sobre uma camiseta de lã ou linha ajuda a aquecer. Só não funciona em terra de garoa, que a chuvinha entra nos buraquinhos. Para esses lugares, melhor uma malha grossa ou moletom por baixo da lã.
Cachecol! Ou um lenço, para os que amam. Tem coisa mais inverno do que eles? E vejam, a calça é skinny, para ficar por dentro da bota!
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| A foto é de um editorial do Moda para Homens depois da SPFW |
Por último falo do Estilo Cool, do baianíssimo Léo Amaral, um fofo e super estiloso, que anda um pouco desatualizado mas que vale muito como referência de moda, para quem tem interesse em história do vestuário, inspirações e muita informação. Ele tem alguns vídeos em parceria com o Portal Flavour, falando sobre o que vestir.
Gostaram, meninos? E meninas, olha aí dicas para mostra para o namorado. Não precisa ser arrumadinho, nem fashionista, é só dar uma arrumada no estilo pessoal! 😉 Beijos,
Linha de esmaltes Luciana Gimenez by Rivka
As cores são bem bonitas, mas não achei nada diferente das demais por aí não.Também não foi citado nenhum diferencial da linha pela marca-não por enquanto ao menos.
E por hoje é só! Curtiram?
Minnie Santos
Fotos e info retiradas do blog da marca.
Hering – coleção outono-inverno 2012
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| Blusinha de malha de estampa étnica |
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| Blusinha de laise |
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| Camisa xadrez inspiração masculina |
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| Casaco de tricot perfecto |
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| Casaquinho de lã |
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| Saia comprida de estampa anos 1970 |
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| Vestido de viscose de estampa étnica/70’s |
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| Adorei esse vestido, de algodão mais grossinho |
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| Vestido de tricot vinho |
Meu processo de aceitação ao meu cabelo afro
E não é por menos, ou por sisma injustificada.Apesar do raciocínio que racismo é algo condenável ser consenso em nossa sociedade, não se há a compreensão completa do que é racismo : por falta de interesse pelo assunto , desconhecimento ou os dois juntos não sei.E sim, preconceito contra características étnicas de qualquer etnia é racismo também. E a noção do que é belo ou não também é algo construído.
Aí… a gente cresce ouvindo que o nosso cabelo é ruim, bom bril,feio…e amando a Xuxa na televisão, penteando o cabelo da Barbie…criando um padrão de beleza totalmente fora da nossa realidade étnica. Resultado: auto estima baixa e não aceitação.Cada um tem a sua jornada, e resolvi compartilhar a minha
Comecei a alisar o cabelo aos 6 anos, para omeu aniversário até. E apesar de hoje o mundo pensar diferente, isso era bastante comum nas negras que pertencem a mesma geração que eu-tenho 28 anos. Usei na época a famigerada pasta- é um alisamento a base de sódio fortíssimo, que hoje em dia é adotado em raríssimos salões afro. Vamos considerar que minha mãe não era profissonal e o acesso a informação e produtos não é o mesmo que hoje.

Apartir daí usei alisamento no cabelo constantemente.Com o tempo, minha mãe passou a fazer meus cabelos em casa, e passou a usar amônia. O famigerado hair life. Nunca pensei muito nessa questão dos cabelos, ou ao menos não tenho lembranças de ele provocar algum sentimento negativo em mim nessa fase. Achava estranho brincar com algumas meninas e elas usarem panos na cabeça fingindo ter cabelos longos . Mas , só. Nunca entendi porque. Minha mãe dizia que na natação eu brincava de sacudir os cabelos aproveitando que ele estava molhado-provavelmente reproduzindo inconsciente o padrão caucasiano.Mas não lembro de ter sentimentos a respeito.
Até que finalmente, chegou a adolescência. Crise de autoestima, que se refletiu nos cabelos. Comecei a usar trancinhas. E acho que aí, a noção do orgulho de ser quem é (que sempre existiu em relação a etnia), começou a se transferir para os cabelos também. Passei a me sentir mais de acordo comigo mesma. Já nessa altura, minha mãe já tinha se tornado cabelereira e fazia as tranças em mim.
Mas, ela desenvolveu hérnia de disco e não podia mais ficar as longas horas em pé trançando meu cabelo. Então, voltei para o alisamento. Crise total. Ficava totalmente insatisfeita com o meu cabelo, achava volumoso demais, sem jeito. Passei até a implicar com a minha raiz crespa. E quando isso aconteceu foi a gota dágua. Caí em mim, e vi que era ridículo implicar com uma característica étnica minha. Resolvi que pararia de alisar os cabelos, e só voltaria a fazer , caso quisesse, depois que aceitasse meu cabelo natural como era. Eu tinha 16 anos.
Não foi tranquilo.Minha mãe foi contra, não poupava críticas ao meu cabelo, e meu pai biológico que pouco se manifestou a respeito de alguma coisa na minha vida mostrou-se contra também.Ainda que de maneira bem mais polida que minha mãe. E o chocante é que foram justamente os dois que incutiram em mim o sentimento de orgulho de ser quem eu era, de que existia racismo e dificuldade sim no mundo, mas que aquilo me pararia se eu quisesse…então, porque ter orgulho da etnia e ter vergonha de alguma característica dela?Continuei.
E não é que deu certo? Eu já adorava o assunto cabelo, na verdade. Eu já tinha devorado as apostilas da minha mãe, virava as revistas dela do avesso, enchia de perguntas… e passei a gostar mais ainda. Passei a gostar de cuidar dos meus cabelos. Coisa que piorou depois que passei a ter internet decente em casa! E passei aceitar o cabelo que tinha, com o volumão, afro…me tornei confortável com isso.
Aí um belo dia, olhei no espelho e decidi que já tinha feito quase tudo. E nunca havia tido “cabelo compridão”. Resolvi que teria. Voltei a relaxar, mas dessa vez era tudo diferente. Não havia necessidade de alisar o cabelo para me sentir bonita. Eu era bonita com o cabelo afro, eu era bonita com o cabelo alisado, relaxado… a partir daí, eu mudo o cabelo por diversão(e adoro, como deu para notar!). Por que eu posso. Já voltei a relaxar, já voltei a alisar.. Mas me sinto livre. Não uso termos pejorativos para meu cabelo, não pelo politicamente correto, mas simplesmente, não encontra respaldo em mim. Daqui a dois meses, a raiz do meu cabelo vai aparecer novamente. E não vai ter neuras de retocar. Ele é o que ele é. Afro. Volumoso. De negra. Marca ancestral. Orgulhosamente.
Minnie Santos.
Obs: Quis mostrar fotos minhas de cabelo afro e relaxado aqui, mas não acho posts meus com o cabelo assim aqui, e tinha-fizemos transição para .com.br e acho que pode ter se perdido… então usei outras, com outros cabelos ao longo do tempo, só para ilustrar as mudanças. Meu pc queimou, mas se eu conseguir achar fotos, faço update no post com novas fotos.
Se preparando para o inverno 2012 – moda
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Beijos,
Mabia & Minnie
Fitagem – Estilizando crespos e cacheados
Por aí: Mc Donald’s pra que?
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| Entrada do Schnipper’s |
Sim. O título é “Mc Donald’s pra que?”. Quando você fala que vem para os Estados Unidos, todo mundo pensa que você vai comer Mc Donald’s ou Burger King todo dia e que você engordar horrores. Foi o que falaram quando vim para Nova Iorque. Mas quando você chega aqui (não no país como um todo, mas mais especificamente aqui em NY), você se depara com uma maioria de pessoas comendo outras alternativas, como saladas, sopas e sanduíches mais saudáveis (já que é comum aqui se encontrar lugares como Dean & DeLuca com Salad Bar, sanduíches naturais e sopas em um mesmo lugar).
Mas para aqueles que não resistem a uma refeição mais “junk food” e quer optar por algo um pouco melhor do que os fast foods comuns, aqui vai uma sugestão! Schnipper’s! Comi outro dia e gostei bastante. A carne de hamburguer não vem oleosa, além de vir com alface e tomate fresquinhos e gostosos. Tem opções de saladas e algumas refeições “tradicionais” daqui, como “mac & cheese” e “fish and chips”.
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| Cardápio |
Além de ter um cardápio mais variado e gostoso do que fast food comum, o ambiente também é bem apropriado para sentar com a família ou amigos e passar um tmepinho enquanto você espera pelo seu pedido. Aliás, o seu pedido é trazido pelo garçon/garçonete através da senha que eles te dão, mas você não precisa ficar prestando atenção se eles estão gritando o número, o caixa te entrega um número que fica super visível na mesa.
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| Senha entregue |
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| Mesas na área de dentro |
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| Cozinha visível |
Espero que gostem da dica!
On the road – Jack Kerouac (o manuscrito original)
Não sei se vou concordar com o Bob Dylan e dizer que esse livro mudou a minha vida, mas definitivamente, me fez entender algumas coisas sobre mim mesma.
A sinopse adaptada da L&PM sobre On the road:
Eis aqui, pela primeiríssima vez, a versão do manuscrito original de 1951 de On the Road. Este texto representa a expressão inicial, em toda sua força, da revolucionária estética de Kerouac, o ponto identificável no qual sua percepção temática e sua voz narrativa se uniram em uma explosão de energia criativa. Esta versão de On the Road é mais crua, mais selvagem e mais sexualmente explícita do que o romance conhecido por todos. Além disso, na versão do manuscrito original, Kerouac apresenta os personagens (inspirados nele próprio e nos seus amigos) com os nomes reais: Neal Cassady, Allen Ginsberg, William S. Burroughs e Jack, o que só reforça o poderoso e íntimo imediatismo do texto.
A estrada está dentro de você
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| o mapa de viagem do livro |
Walter Salles dirigiu uma versão para o cinema, com a mocinha sem graça, songa monga de Crepúsculo na pele de Louanne, namorada porra louca de Neal Cassady e que participa de algumas das viagens. No filme tem gente boa, como o Viggo Mortensen como Bill Burroughs, Alice Braga, Steve Buscemi e Amy Adams. A previsão de estreia no Brasil é dia 15 de junho. Enquanto isso, leiam os dois livros, o Pé na estrada – adaptado e sem os nomes famosos – e On the road.








































