Emma – Desafio literário mês de março

Estou há duas semanas sem internet em casa. Quem é viciado como eu sabe bem o quanto isso atrapalha a vida de um ser. Mas a vantagem é que tive tempo de ler Emma com calma. Conheço o livro há alguns anos e depois que descobri no Jane Austen em Português que a BBC fez adaptação deste livro. Conhecendo bem o trabalho da BBC com Jane Austen, eu tinha que ter a série. E a curiosidade me atiçou ainda mais para ler o livro. Assim, com o Desafio, a desculpa mais que perfeita para ler esse livro.
Março – Um clássico da Literatura universal. Só vale aquele que você nunca leu na vida. Sabe aquela coleção em destaque na estante que está lá só para fazer bonito? È lá que você vai pescar esse.
O que dizer? Sou completamente apaixonada por Jane Austen. Ela tem uma forma leve de escrever, que te envolve, te faz torcer por personagens, odiar outros e te mostra um retrato fiel da sociedade inglesa de 1790, época que retrata em seus livros. Neste, a protagonista é Emma Woodhouse, uma moça abastada que, apesar de eventos que acontecem à sua volta, é criada longe dos problemas e preocupações. Leva uma vida tranquila no vilarejo de Highbury com o pai, a irmã, a governanta Miss Taylor e os vizinhos Knightley. Um pouco convencida de suas habilidades sociais e de casamenteira, vive arranjando matrimônios e governa a sociedade que vive, sendo a mais rica e mais influente das mulheres da região. Tudo começa a desandar quando ela casa a sua governanta, Miss Taylor. Com a saída de sua amiga e companheira de casa, a vida fica bastante vazia e mudada. É a partir daí que vemos os eventos da vida de Miss Woodhouse. A aparição de Jane Fairfax e Frank Churchill, a amizade com Harriet Smith e o envolvimento com Mr. Elton, o pároco. As trapalhadas que ela faz se mostram ser por não conseguir distinguir quando as afeições e atenções são para ela própria. Como a vaidade e as necessidades sociais saem à frente e atrapalham uma visão clara da vida dela.

Eu adorei o livro. Em relação à série da BBC, poucas são as diferenças. A história é de uma moça presa às noções sociais da época, um pouco preconceituosa e com boas intenções, mas que não consegue ler ao certo as indiretas de seus pretendentes e acaba se metendo em confusões. O fiel amigo Mr. Knightley, que adorei ver ser o mocinho de Hackers, sempre próximo, sempre repreendendo Emma em suas más atitudes e preocupado com seu bem estar é dos mocinhos mais legais da Jane Austen. Não bateu ainda Razão e Sensibilidade em meu coração, mas é um livro muito bem feito, como todos da autora, bem realista e irônico, mas ainda assim, atual. Quantas vezes não achamos que o carinha tá de olho na amiga mas é conosco? E quantas vezes não acontece o contrário?

Vão aí dois vídeos, uma promo da série, e a cena que mais gosto, Emma e Knightley dançando no baile. 🙂

8 de março – Dia da Mulher

Pois bem. Vendo a tv hoje pela manhã, acompanhando algumas reportagens e observando a minha vida e a vida das mulheres a minha volta, eu penso: temos muito o que comemorar.

Eu digo. Na minha casa, minha família, é de matriarcas. Mulheres nordestinas, descendentes de escravos, pobres, que foram para o Rio de Janeiro, então capital do país, para buscar uma vida melhor para elas e para seus filhos. Uma saída do interior da Bahia, outra de Pernambuco. Ambas trabalharam fora, para sustentar os filhos. A baiana como faxineira, babá e passadeira, a pernambucana com uma barraca na feira. Com a luta, cada uma conseguiu uma casa, educar os filhos, dar uma vida longe da miséria que viveram. Não à toa, tenho três tias. O único homem dos filhos é meu pai. Ainda assim, são todas trabalhadoras. E mais ainda, lutadoras. Estudaram, fizeram curso técnico, tiveram bons empregos. Nada milionário, vejam bem, não é o papel da geração delas. Dois dos filhos fizeram faculdade: os meus pais. Mas não sem esforço. Trens lotados, trabalhos longe, empregos instáveis.
Da minha geração, vejam só. Apenas mulheres. Somos 6 primas ao todo. Cada uma com suas lutas, suas histórias de vida. Todas cursando faculdade ou formadas. Todas com bons empregos e boas oportunidades. E a nova geração já está começando. Luíza, minha sobrinha, de 2 meses e meio. Mais mulheres pra contar essa história. E, se tudo der certo, uma história muito feliz.
Tenho motivos para crer que as mulheres da minha família venceram muitos obstáculos por acreditarem em um momento melhor para a minha geração. E nós, preparamos a vida da próxima.
Não tenho como falar em dia da Mulher sem falar em violência. Deixo aqui o link para a Lei Maria da Penha. Ela precisa ser conhecida para evitar que “não pegue”. Só no Brasil para uma lei ter que cair no gosto do povo ou não ter validade, mas, acredito na educação e no esclarecimento das pessoas e que não teremos mais de brigar pra ter nossos direitos atendidos. É esse futuro que eu quero plantar.

ps- segue uma cartilha sobre a lei.

Mais na wishlist – pincéis Sigma Makeup!

Vendo meus feeds, descobri o lançamento da nova linha de pincéis profissionais da Sigma Makeup. É um kit com 15 pincéis: 7 pros olhos, 7 pro rosto e o primeiro pincel de boca da marca. O kit sai por U$149.00 no site da marca. Confesso que não sou de usar maquiagem com pincel. Ainda não consigo muito. Só a sombra e olhe lá. Uso muito os dedos e acho os pincéis muito caros, pra ser sincera. Mas quero muito aprender a passar base e corretivo com pincel. Diz que fica mais espalhado, mais natural. Quando eu achar um tom de base que fique mesmo bom no meu rosto, e comprar uma paleta de corretivo, juro que experimento com pincel. hehe
Então, vi esses pincéis no Chata de Galocha. Lá tem um vídeo da Lu explicando cada pincel e como usar. E, ainda, tá sorteando um kit desse!!! Me inscrevi, claro. Mas, ainda que não ganhe, acho que vou comprar alguns dos pincéis. Pensa bem, são 15 pincéis por 150 dólares. 10 dólares cada um. Não é caro e ainda é um bom investimento! Desejem-me sorte!

Percy Jackson e os Olimpianos – O Ladrão de Raios

Esse fim de semana teve pizza e cinema com os amigos. Gosto desses programas mais lights. Apesar do preço da sessão no cinema não ser nada light, mas, enfim. O escolhido foi Percy Jackson que, desde que vi o trailer, fiquei com vontade de ler. A culpa foi da Nanda do Todos os livros do mundo. Não acho, como estão pintando, que seja um sucessor de Harry Potter. MAS, o filme é bom e digo logo mais porque.

Sinopse: 

O arteiro Percy Jackson está encrencado na escola, mas esse nem de longe é seu maior desafio. Estamos no século 21, mas os deuses do Olimpo saem das páginas dos livros de mitologia grega de Percy e entram em sua vida. Ele descobre que seu pai verdadeiro é Poseidon, deus dos mares, o que significa que Percy é um semideus – metade humano, metade deus. Ao mesmo tempo, Zeus, rei de todos os deuses, acusa Percy de roubar seu raio, a primeira e verdadeira arma de destruição em massa. Agora, Percy tem de se preparar para a maior aventura de sua vida e os riscos não poderiam ser maiores.


Confesso que cheguei na sala de cinema meio cética. Ouvi alguns comentários negativos e, como boa fã de adaptações, essa poderia ser uma bem ruinzinha. Me explicando: o filme, em si, ser ruim. Porque nesses anos todos de Harry Potter e Senhor dos Aneis e Bridget Jones, vi que uma adaptação de livro pro cinema não precisa ser 100% fiel para agradar ao público. Os fãs podem ficar revoltadinhos com a falta de fidelidade mas, convenhamos, se o filme 01 de Diário da Princesa fosse fiel ao livro, seria um filme sobre nada, de menos de 80 min e totalmente sem graça e sem muito propósito. Só deu certo porque eles mexeram no roteiro. Sabem, nem tudo que funciona bem em livro, serve em filme. É o caso de Lua Nova, mas deixa quieto.
Eu adorei o filme. Os personagens saem da mitologia direto para Nova Yorque. E funciona. Não ficou, em mim ao menos, a sensação de que só porque eles estão nos States é que as coisas acontecem só lá. Dá a entender que as passagens do Olimpo dos deuses e o nosso mundo, por exemplo, estão nos EUA, mas podem ser acessados de outros lugares, também. E é tudo bem crível. Bem construído. Claro, não tem efeitos fantásticos como Senhor dos Aneis. Mas não são toscos os efeitos. São bem feitos o suficiente para te prender na trama.
Algumas pontas estão soltas ainda. O sátiro, Grover, faz muita piadinha e tem alguns momentos vergonha alheia. Mas no mais, dá para rir das situações. Ele é bem típico saído do Bronx. A mocinha Annabeth é bem interpretada e gostei dela como é. Como bem disse minha irmã, desculpa, mas a Atena não era loira, so… Diferente de HP, nesse filme os amigos próximos são uma ajuda, mas não a muleta, ou tábua de salvação do herói. O cara sabe se resolver sozinho. E, cá pra nós, acho que fica mais crível ele saber se resolver aos 17 do que aos 12. Harry não tem grandes poderes quando entra na escola, lembrem-se. Ok, parei com as comparações.
O que dizer de Cris Columbus? Ele é ótimo em filme de criança, talvez por isso tenha perdido alguma coisa nesse filme, mas em adaptação de fantasia, ele é muito bom! Todos falam de que o Yates tá fazendo um filme fantástico, mas Columbus criou do zero, né? E fez muito bem! É mérito dele que o centauro do Pierce Brosnan só seja estranho no começo. A movimentação dos personagens em CG é incrível. Bem feita mesmo. E as atuações estão muito boas. Nada de gente fazendo sotaques bizarros, como o a Angelina Jolie em Alexandre. Suave, com leve conotação grega, mas nada caricato, natural. E alguns descendentes de gregos no elenco, o que é muito bom.
Reclamaram de terem retalhado o livro. Olha, se o autor permite a adaptação e não tem nada contra… Talvez por dessa vez eu ter visto o filme primeiro e vá ler depois, pode ser que tenha essa visão. MAS, como não é o mesmo caso de Twilight (cujos diálogos no livro são melhores que no filme e foram limados, tirando alguns contextos e empobrecendo a trama), o filme é bem construído, faz sentido linearmente e cativa, sou a favor. De que adianta ser fiel e ser um fracasso, como foi Nárnia?
A bilheteria do ex-presidente, digo, Percy Jackson (o ator fez um seriado onde era Bobby, futuro presidente dos EUA. A série era boa, mas não tinha como levar muito adiante) têm sido boa. Não de arromba, mas se tem se mantido entre os cinco primeiros. Espero que garanta uma continuação. E uma pena ver o Sean Bean de “vilão” novamente… Posseidon é até gatinho… E mal aparece os outros deuses, apesar de mostrar o panteão todo.
AH! Se forem ver nos cinemas, esperem pelos créditos. Tem uma ceninha boa com a mãe de Percy no final.
Eis o trailer:

Por favor, não dê um tiro no pé!

Dar um tiro no pé é fazer o que muitas pessoas fazem em seus relacionamentos. Agem sem pensar, ou ainda, pensando que a reação do outro DEVE ser exatamente a esperada. Sabem, se você tem muito em comum com uma pessoa, se compartilham gostos e reações, isso é mágico, mesmo, mas não quer dizer que a outra pessoa reage a tudo como você, ou gosta das mesmas coisas e é compelido pelas mesmas coisas. Já caí nessa. Achava que um namoradinho (ou coisa que o valha) tinha que ter as mesmas reações que eu ao assédio das moças, só porque, como eu achava, ele não era galinha e era fiel. Ledo engano. Primeiro que nessa de ser macho alfa heteronormativo, perante os demais, vai agir como um troglodita se for necessário. Segundo que nesse caso em relação ao seu comportamento em relação às “fêmeas indefesas”, têm sim dois pesos e duas medidas. Ele vai catar todas e passar o rodo, mesmo que te faça parecer que não. É sempre engraçado conversar com dois amigos meus dos tempos que cursava Economia. Um deles é bem escrachado e sincero comigo. Se vê uma mulher bonita, ele assovia e comenta mesmo! E me fala o que ele realmente pensa em relação as coisas (ou é o que me parece). Já o outro, não sei porque, sempre me dá a entender ser um cara mais nobre (o que quer que isso seja), mais preocupado, cheio de virtudes e ideais. Mas, no fim, ele é igual a todos os caras presos no padrãozão machista. Pra quê fingir, não é mesmo?
Outra situação complexa é em relação ao ex. (Tou quase chegando no motivo do post, tenham fé!) É que, para alguns grupos, tudo bem ficar com ex de amigue. É uma coisa meio cíclica, rotativa, sei lá. Pra mim não. Ex é território que não se mexe. Até porque, pode dar muita confusão. E com tanta gente no mundo ok, nem tanto assim, tem que ser justo quem x amigue já pegou? Entendo casos de ambos se apaixonarem. Acontece, e por mais que seja meio estranho no começo, supera-se essas coisas. Mas de curtição? Fica parecendo que fez só pra sacanear. Ou é o que sempre me parece. Mas respeito quem separa as coisas. Só não pode confundir o seu pensamento sobre o assunto como senso comum.
E é aí que entra a coisa do tiro no pé. Se tem algo que você viu em livro, filme, e achou romântico, tenha certeza de só repetir o feito se x parceirx: 1- conhecer a ideia original, assim sabe sua intenção e 2- ter achado romântico como você achou. E acredite, não é porque x outrx concordou com você de forma amarela e distraída que esteja falando a verdade. Não mande carros de mensagem. Teve um caso de uma menina que mandou um carro pro colégio, tocou a música favorita dele e pediu pra ele voltar. Ele se escondeu no banheiro, não apareceu mais e, óbvio, a última coisa que ele queria era a mocinha de volta. Deve ter é pensado: “ainda bem que me livrei dessa maluca!”.
Do ex. Se ex fosse bom, era atual, não ex. Se a coisa não terminou bem, você não tem que consertar, nem ir atrás, nem implorar pela amizade da pessoa. Taque uma pá de cal em cima, curta sua dor de cotovelo, bote uma roupa bonita e grite: “próximx!”. A fila anda, baby. Entendo quem em alguns relacionamentos a relação com a família do ex é intensa. Pior ainda quando uma família frequenta a casa da outra. Festas e viagens juntas só pioram o retrospecto. Quem vem depois, fica enciumado, inseguro e se sentindo totalmente por fora. Não vai ajudar se você mantiver contato com ex. Que, aliás, você mantém por quê, mesmo? Se a pessoa demonstra que ainda gosta de você, pra que manter por perto? Pra se sentir valorizade? Por pena da criatura? Não acredito em pena. Se você mantém ex perto, é porque quer algo, nem que seja carona. A não ser que o relacionamento anterior tenha terminado de forma pacífica, por comum acordo e porque vcs viram que eram mais amigues do que namorades, não tem sentido ficar com ex perto. Ok?
E outra, cuidado com as suas tentativas de reativar o namoro. Como eu disse, pense em como o outro lado vai receber suas investidas, cartas enormes, ligações, poemas, recadinhos e afins. Bom, isso serve pro durante também, mas apliquem ao término. Esses dias recebi um email de uma moça, desesperada segundo ela, querendo o namorado de volta e pedindo para que pessoas da lista que nos correspondemos mandassem mensagens pro celular do namorado dizendo que ela o amava, que queria ele de volta. Fiquei pensando: como será que esse cara reagiu? Já tava pensando que ia ter que adivinhar quando recebo outro email dela, dizendo que agradecia aos que mandaram as mensagens, mas que tinha sido mal interpretada e que o bróder tava fulo da vida! É disso que eu falo de medir os seus atos. Como EU reagiria se recebesse mensagens anônimas? Primeiro, saberia que é obra da figura. Depois que ia ficar muito puta e mudaria de número de telefone. Sabe, a outra pessoa (ex), tá chateade, forçar a barra não vai ajudar. Jamais, sobre forma alguma, e não apenas sobre esse assunto. Converse, explique seus motivos. Peça perdão, se for o caso, explique seus motivos, pergunte o que não entendeu, se algo deu errado, e pronto! Se tiver que ser (e quiser), tudo vai voltar. Esses rompantes “românticos” funcionam mais com quem já gosta de uma plateia, um show, um drama. Curto não. MAS, se soubesse que meu namorado acha romântico que eu faça um bolo de chocolate pra ele, porque não? É para agradá-lo, não é? E não para que ele repita comigo o que eu fiz pra ele. Entende a diferença?
Resumindo, cuidado com suas ideias. O que é legal para você, pode ser um pé no saco pra quem tá contigo. Repense e veja direitinho se vai ser um grande sucesso, ou um tiro no pé.

Desafio Literário 2010 by RG – fevereiro (livro principal)

De volta ao desafio, dessa vez com o livro escolhido primeiro a ser lido, A fantástica fábrica de chocolate, do Roald Dahl. A escolha desse livro foi totalmente emocional. É meu filme de infância favorito, na versão com o Gene Wilder. As músicas eram lindas, a criação da fábrica fantástica… Para esse mês, no desafio, acabei por escolher livros que são para faixas etárias diferentes da minha. Em O diário da princesa, minha primeira resenha esse mês, tinha uma coisa mais juvenil. Me foi dito que a personagem cresce ao longo dos livros. Imagino que sim. Já na fábrica, não. É um livro para crianças grandes e pequenas. Leve e divertido, essa versão da Martins Fontes tem ilustrações delicadas e que ajudam na imaginação. É um presente que darei a todas as crianças à minha volta, com certeza! É um verdadeiro conto de fadas, que faz a gente acreditar na bondade das pessoas, em milagres e em merecimento.
Sinopse:
Ninguém sabia o que acontecia dentro daquela fábrica de chocolate. Havia gente trabalhando nela, claro, mas ninguém entrava e ninguém saía. Só saíam os doces e os chocolates, bem embrulhadinhos, prontos para serem vendidos. Um dia, os portões da fábrica se abriram para os cinco felizardos ganhadores do Cupom Dourado – e o mistério se desvendou. O leitor é convidado a conhecer o rio de chocolate, a grama de açúcar mentolado, os caramelos de cabelo e mil outras delícias – tudo isso na companhia do incrível Sr. Wonka, o dono da Fantástica Fábrica de Chocolate.

Assisti todos os filmes dessa história e sempre quis saber em que se baseava. Quando descobri que era uma adaptação, procurei pelo livro, mas não achei em português e, como outros entraram na fila, fui deixando ele para trás. Sempre fomos, eu e minha irmã, incentivadas a ler muito quando crianças. O hábito ficou. Porém, líamos literatura nacional, como Monteiro Lobato e Ruth Rocha. Gostaria que meus pais tivessem incluído esses clássicos “universais” como o Dahl e Dickens. Mas aprecio muito ter tido exemplares de livros brasileiros em casa. Enfim, isso tudo pra dizer que queria ter lido ele antes!
Dos filmes, procurei muita coisa na narrativa: a descrição da fábrica, dos umpa-lumpas, das peripécias das crianças, do prêmio de Charlie, no final… Apesar de a narrativa do livro, perto de algumas criações do filme, serem mais simples, encantam muito! Adoraria navegar no rio de chocolate com o barco cor de rosa do Sr. Wonka! O roteiro do filme, adaptação do livro, de 1971 foi feito pelo próprio Roald Dahl, o que ajudou na construção. Não tem como não se emocionar com Charlie, seja ele versão Wilder, Tim Burton ou no livro!

UPDATE: Mágico!!! É isso que é esse livro e o filme, mágico!!!

A cena que me faz ser apaixonada por esse livro: 

Amor sem escalas

Sempre que sai a lista de indicados ao Globo de Ouro e ao Oscar, meu lado cinéfilo se aguça. Não que eu seja cinéfila, veja bem. Gosto muito de ir ao cinema, a coisa social, gosto de ver filmes. Mas cinemas cheios de pessoas jogando pipoca, amendoins, conversando, traduzindo piadas, lendo legendas… ARG! Como me irrita! Se formos incluir o preço absurdo dos ingressos e voilá!, prefiro baixar o filme e ver em casa.

Dos que figuravam na lista, fiquei com vontade de ver Up in the air. Por alguns motivos. George Clooney. Anna Kendrick indicada aos dois prêmios, além de Vera Farmiga. Sempre disse que o melhor dos filmes Twilight eram os atores secundários e ela prova isso!

Sinopse:

Ryan Bingham é um consultor que tem a tarefa de demitir funcionários para cortar os gastos de empresas. Quando não está no trabalho, gosta de passar o tempo em quartos de hotéis e cabines de voos. Com uma carta de demissão na mesa de seu chefe, Bingham tem dois projetos de vida: acumular um milhão de pontos em milhas aéreas e arranjar um emprego numa misteriosa agência.

Do que eu achei do filme:
Mais do que essa sinopse, o personagem de Clooney é um acomodado com a vida que leva. Aparenta uns quarenta anos, solteiro, mora num hotel em Omaha, onde fica a sede da empresa onde trabalha. Como ele diz na abertura do filme, sua verdadeira casa é o saguão do aeroporto, seus vizinhos são os comissários de bordo, suas refeições feitas dentro de um avião. Ele também dá palestras sobre bagagem emocional. Concordo com ele. As pessoas se apegam demais às coisas. Meu apego é bem pouco e consigo viver bem à distância, graças à vida nômade que minha família sempre teve. De tanto se hospedar e viajar, coleciona milhas da American airlines, da Hertz aluguel de carros e do hotel (que esqueci o nome, mas acho que é o Hilton). Fiquei com medo, durante a relação dele com a jovem Natalie (Kendrick) e se aproximando de Alex, que ele fosse rever seus conceitos, se regenerar, essas coisas. Ele repensa seu estilo de vida, se não há algo faltando e se não deveria se enquadrar. Para nossa sorte, ele vê que a vida que leva é a mais recomendada para ele. Não há nada de errado em não ter apegos, se isso for real e não um faz de contas.
Recomendo muito o filme. A fotografia é muito bonita e bem feita, com belas imagens aéreas, de nuvens e de cidades, com seus desenhos, nuances de cores… bem bonito mesmo. Não dá pra ter ódio do personagem de Clooney, porque ele leva o seu trabalho a sério. Sabe que não adianta ser uma máquina. Apesar de não poder se importar, deve aparentar que sim, e só pessoalmente se consegue driblar esses percalsos.

Selinho!!!

Durante esse feriadão de carnaval, não tive coragem de acessar o computador. Fiquei só olhando o email, pra ver se tinha alguma coisa urgente. De resto, fui à praia, vi televisão e aproveitei a casa da minha mãe e as comidinhas, claro! 😉
Nesse meio tempo, algumas coisas aconteceram, como esse selinho, que eu ganhei da Sam do Fadas na Janela.
E lá vamos nós:
As regras:
*Publicar o selo no blog.

*Responder a pergunta: Por que seu blog merece flores? (Fale o que seu blog tem de especial para ter recebido flores).

Resposta: Porquê, se cabe de tudo numa maxibolsa, cabe de tudo no coração de sua dona e um grande coração merece flores.

*Indicar para outros cinco blogs e avisá-los:
Essa parte é sempre complicada… Mas, vamos lá! Raquel do Vivir para contarla; Má Montes, do Por aí na rotina; Jeniffer do Subindo no telhado; Celine e seu Mô blog e para a Anny do Blog Linha.

– Outro ponto desse “drops” é o carnaval do Rio. Eu já estive por lá no carnaval e agora, com a revitalização dos blocos de rua, é legal ficar por lá novamente. Fico feliz de ver que a população tá levando o carnaval a sério, assim como o poder público. Outra coisa legal esse ano foi a vitória do Paulo Barros, finalmente! O cara tem uma inventividade danada, mas como é subversivo e diferente dos demais, não levava crédito. Como assim não se pode inovar no carnaval? Esse é o lugar das inovações, não? Pensar que o dogma atual é de Joãozinho Trinta, na década de 1970!
– Coisa pra imitar e espalhar pelo Brasil. A prefeitura do Rio e o governo do estado de Sergipe, colocaram sinal de internet wifi nas praias de Rio e Aracaju. Ótimo para o turista e pros nativos também. O sinal de Aracaju eu usei mesmo! Muito bom, diga-se de passagem. Não fiz downloads, mas as páginas carregavam rapidamente. Bom de ter em todas as praias no verão, né? Em mais algum lugar teve? Sabem dizer?

O fotógrafo de moda que todas querem – Mario Testino

Mario Testino (Lima, 1954) é um fotógrafo de moda peruano, radicado em Londres. Internacionalmente famoso por suas propagandas de anúncio e imagens de moda imaginativas e ousadas.
Ele veio de família rica, de ascendência italiana e irlandesa. Cursou Economia e Direito antes de ir para Londres, onde começou a se dedicar à fotografia. Começou vendendo books à aspirantes a modelo. Ao longo da carreira fotografou beldades como Kate Moss e Gisele Bündchen. Em um de seus livros, MaRIO DE JANEIRO Testino, fotografou artistas brasileiros, nus, entre eles Grazi e Cauã e Alline Morais.
Das campanhas mais legais dele ultimamente, destaco a da Burberry, com Ema Watson estrelando.
Ele costuma fotografar, além de campanhas para as maiores maisons, para as revistas Vogue, V, Vanity Fair e Allure. A seguir, uma seleçãozinha de fotos dessas revistas.

Desafio Literário 2010 by RG – fevereiro

O tema deste mês foi complicadinho pra mim. Não tinha muita idéia do que seria permitido e do que eu gostaria de ler. Até que me lembrei que a proposta era de ler livros que eu não leria em outra ocasião.
Fevereiro – Um livro que nos remeta aos contos de fada. È baba! Nem tudo é inovação. Há muitas histórias baseadas nos contos de fadas. Patinho Feio, A bela e a fera, Cinderela…
Na minha lista estão A fantástica Fábrica de Chocolate e O diário da princesa. Andei como uma doida atrás de Willy Wonka, mas não consegui encontrar com um preço satisfatório. Droga! Não desisti, percebam. Eu não sou das que desistem fácil. Ao menos, não mais. Então, a resenha que segue é do meu livro reserva.
Sempre tive curiosidade na Meg Cabot. Vi os filmes derivados da série da princesa, que tem dez volumes, e adorei a história.
Mia é uma adolescente como qualquer outra mas, um belo dia, sua vida vira de cabeça para baixo. Normalmente ela só vê o pai no Natal. O pai é na realidade um príncipe, e descobre que não pode ter mais filhos. Mia torna-se a única herdeira do trono de Genovia, transformando-se numa celebridade. Mas descobre que a vida de uma princesa pode ser muito dura.

Pois bem. Tem algumas coisas que o livro tem de diferente do filme. Pelo que entendi, o primeiro filme é uma compilação dos dois primeiros da série de Meg Cabot. As mais entendidas por favor me corrijam se eu estiver errada! Neste, Mia recebe da mãe o diário para ser capaz de expressar o que sente. Essa fase da adolescência, com 14 anos, é mesmo muito cruel. Estamos desengonçadas, ou corpulentas demais, estranhas, sem entender muito do nosso corpo e da reação nossa aos garotos. Ela tem uma pequena obsessão por Josh Richter: o menino loiro de olhos azuis tido como lindo e o mais popular da escola. Ele é um clichê ambulante, namora a líder de torcida, é loiro, capitão do time de remo… Na disputa pela afeição de Mia está Michael, irmão de sua melhor amiga e que, quando não está pentelhando, é até um gatinho. Mas a revelação de ser uma princesa (o que explica muitos fatos ocorridos na infância dela, como as limousines, férias em castelos, o bom tratamento no Plaza…) e de que teria de tomar seu lugar no trono, quando lhe fosse exigido, a pegou completamente de surpresa! Acredito que, confusa e com baixa auto estima como a protagonista, qualquer menina ficaria furiosa de ver seu destino traçado assim… E ainda sem contar com o romance de sua mãe com o seu professor de Matemática, que vive lhe dando bomba!
Eu confesso que esperava mais do livro. Mas estão, pensei nos meus diários quando eu tinha 14 anos. Andei relendo, há algum tempo. P.A.V.O.R.O.S.O. É o que define bem o que eu escrevia na época. Não conseguia ser muito articulada e os dramas eram todos… bem, usualmente coisas bem pequenas. Típicos da idade. Quando me dei conta disso, me peguei pensando como alguém que já passou dessa fase consegue ser tão fiel a ela, num livro. Tiro meu chapéu para a mocinha Cabot. Ela faz o que eu, na época, queria que existisse. Alguém que falasse da adolescência não como uma fase irracional, ou ainda bancando a adulta, mas com reações condizentes com a idade. E verossímeis. Claro que, pra mim hoje, a heroína é muito ingênua. Mas recomendo muito para quem tiver nessa faixa etária. E pra quem tem filhas nessa fase. É legal ver as preocupações que eu tinha estampadas lá e ver que as pessoas podem até entender como eu me sentia. Não sei se teria coragem de ler o restante da saga. Mas fiquei curiosa por 42 não é gorda, por exemplo. Vou ter que ler pra saber como é Meg Cabot para adultas. =)

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